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O poder dos alimentos

Seu prato torna sua vida mais saudável


O que comer para uma gravidez saudável? Ovos, aveia e grão-de-bico ajudam

Poder dos Alimentos - Gravidez
Imagem: Gabriela Sánchez/VivaBem

Vivian Ortiz

Do VivaBem, em São Paulo

16/02/2018 09h15

A alimentação da futura mamãe tem um grande impacto sobre o crescimento e desenvolvimento do bebê. Afinal, deficiências nutricionais podem levar à má-formação do feto, partos prematuros e, em casos extremos, até aborto. Ou seja: comer é fundamental, mas não precisa ser por dois. O melhor é investir na qualidade, e não na quantidade de alimentos. E, claro, fazer o acompanhamento com um médico, que poderá prescrever vitaminas específicas para gestantes.

Abaixo, a ginecologista e obstetra Marisa Patriarca, professora da pós-graduação da Unifesp; Luciana da Costa, nutricionista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e Paula Fernanda Santos, nutricionista do Hospital Sepaco (SP) falam sobre os melhores e piores alimentos para quem está grávida.

Coloque no cardápio

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Bife de fígado

Não tem contraindicação desde que seja consumido uma vez por semana, em quantidades pequenas e muito bem cozido, para evitar algum tipo de intoxicação alimentar. Rico em ferro e vitamina A, é recomendado que a mulher coloque no cardápio, especialmente após o segundo trimestre de gravidez, quando precisa de um aporte maior do nutriente. Vale incluir uma fonte de vitamina C logo após a refeição, como uma laranja de sobremesa, pois a fruta ajuda na absorção do ferro.

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Ovo

O nosso organismo produz muito pouco de uma substância chamada colina, nutriente fundamental para o crescimento do bebê e de seu sistema nervoso. E o ovo, assim como o brócolis, é uma grande fonte dela. Uma unidade possui cerca de 130 miligramas (0,13 gramas) de colina contra 56 miligramas (0,05 gramas) de uma posta de 100 gramas de salmão, por exemplo. Comer até dois por dia, sempre bem cozidos, é uma boa pedida.

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Aveia

Alimento bastante nutritivo e fundamental na dieta da gestante. Além de fortalecer o sistema imunológico, também ajuda a manter a flora intestinal saudável, o que combate intoxicações alimentares. A aveia também torna mais lenta a absorção da glicose, o que é importante, pois a mulher fica mais suscetível ao diabetes gestacional. Ainda é rica em cobre, manganês, fósforo, ferro, zinco e minerais.

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Grão-de-bico

Possui ômega-3, um ácido graxo que não é produzido pelo organismo e essencial para manter as artérias saudáveis e o sistema circulatório normal --encontrado também em peixes e nuts, por exemplo. No caso desta leguminosa, ainda tem fibras solúveis, cuja ação é bastante importante na saúde intestinal da mulher, algo fundamental para o bem-estar da gestante.

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Espinafre

Uma xícara contém 263 microgramas (1000 microgramas é 1 miligrama) de ácido fólico, vitamina do complexo B (B9) fundamental para a formação do tubo neural do bebê, a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. O correto é iniciar esse consumo antes mesmo de engravidar, com cerca de 400 microgramas por dia, o que já é mais do que suficiente. Apenas o médico pode indicar maiores dosagens, se necessário.

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Tire do cardápio

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Comida japonesa

Os peixes, principalmente o atum, sardinha e salmão, também são ricos em ômega-3, cálcio e ferro, importantes para a boa nutrição da gestante. No entanto, não é indicado comê-los de maneira crua, em nenhum momento da gravidez, justamente para evitar contrair qualquer tipo de verminose ou intoxicação alimentar. Melhor marcar o rodízio para quando já estiver com o bebê no colo.

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Peixes ricos em mercúrio

Alguns tipos podem conter elevados níveis de mercúrio, que é tóxico e tem sido associado a graves problemas de saúde quando a pessoa é exposta a altas quantidades. Quase todos os peixes e frutos do mar contêm mercúrio, mas espécies maiores e que são predadoras tendem a acumular mais dessa substância. Alguns exemplos são cavala, espada e cação (foto). O problema é que, ao passar pela placenta, o mercúrio prejudica o sistema nervoso e a formação do bebê.

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Cafeína

Evite tomar. Ela altera o ritmo cardíaco da mãe, a respiração do feto e pode prejudicar o ganho de peso do bebê, comprometendo o seu desenvolvimento placentário, a ponto de poder levar ao parto prematuro. Aqui, não entra apenas o café (que até pode ser consumido se for na versão descafeinada ou só uma xícara por dia), mas também chá-mate e refrigerante de cola. Fique atenta, principalmente no primeiro trimestre.

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Bebidas alcoólicas

Seu consumo não é recomendado, porque pode levar a alterações e envelhecimento precoce da placenta, sendo ainda causa, eventualmente, de um parto prematuro ou aborto. Além disso, pode comprometer o desenvolvimento fetal, provocando, em alguns casos, até a Síndrome Alcoólica Fetal. Também esqueça daquele conselho de que cerveja preta ajudaria a aumentar a produção de leite materno durante a lactação. Tomar água, apenas, já faz esse trabalho.

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