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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Dor de cabeça intensa na gravidez é resultado de boom de hormônios

Harrison/Getty Images
Imagem: Harrison/Getty Images

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

21/12/2017 13h27

Grávida do segundo filho, a modelo americana Chrissy Teigen usou sua conta no Twitter para desabafar sobre as intensas dores de cabeça que tem sentido. "Adoro estar grávida. Mas essas dores de cabeça, meu Deus... Alguém me ajude. Não falem para tomar água ou medicamentos. Preciso de uma bruxaria", escreveu.

Quando pensamos em gravidez só veem na cabeça os enjoos e vômitos, certo? Mas de acordo com os especialistas ouvidos pelo VivaBem a dor de cabeça também é muito comum entre as grávidas.

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A ciência ainda não sabe ao certo o que desencadeia essas dores na gravidez. E, na verdade, nem fora desse período. Hoje, os médicos tratam a dor de cabeça, mas não sabem exatamente quais são as causas da doença.

Na gravidez, Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, fala que as dores podem estar relacionadas ao boom de hormônios da gravidez, entre eles a progesterona e o estrogênio. Eles agem nos vasos sanguíneos e isso poderia dilatar alguns vasos na cabeça, causando as dores.

No geral, a dor de cabeça é só um sintoma chatinho da gravidez, mas ainda assim é preciso acompanhar com cuidado. É que Zlotnik explica que a dor associada a outros sintomas, como pressão alta, enjoo e alterações visuais, podem ser sinal de pré-eclâmpsia –pressão arterial elevada na gestante.

Como na gestação, as grávidas não estão liberadas para tomar certos medicamentos, vale a pena buscar um médico quando a dor aparecer e, principalmente, se ela permanecer.

Alongamento e alimentação sem gorduras

Alguns cuidados podem ser até mais eficazes do que os medicamentos para aliviar a dor de cabeça. Zlotnik recomenda relaxamento e alongamentos, que podem ajudar a diminuir as tensões musculares ao redor da cabeça. A atividade física também é indicada como uma forma de prevenir as dores.

Para Alberto d’Áuria, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, cuidar da alimentação é o melhor caminho para prevenir as dores de cabeça.

Ele explica que aquele boom de hormônios precisa ser metabolizado pelo fígado e, por isso, o órgão da grávida estaria trabalhando “no limite” e ficaria mais sensível a algumas substâncias, como a ingestão de gordura.

“Ela pode não conseguir quebrar toda a molécula de gordura e elas vão circular pelo organismo, provocando a dilatação dos vasos cerebrais, o que pode resultar em uma dor de cabeça intensa e latejante que demora de um a dois dias para desaparecer”, explica d’Áuria.

Por isso, o médico recomenda fazer um diário de todos os alimentos ingeridos nas últimas 36 horas. Se aparecer frituras e queijo amarelo, suspenda o consumo desses alimentos e verifique se a dor de cabeça melhora.

Comeu? Então, o médico sugere aumentar a ingestão de líquidos. A hidratação vai ajudar a eliminar em um menor espaço de tempo essas moléculas gordurosas que não foram quebradas.

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