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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta

Ex-Miss, ela enfrentou a depressão e recuperou a saúde após perder 63 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Thamires Andrade

Colaboração para o VivaBem

28/06/2018 04h00

Daniela Botrell foi Miss Minas Gerais e até tomou remédio para não engordar. Porém, quando abriu mão da profissão, chegou a 123 kg e quase teve diabetes. Ela recorreu à bariátrica para emagrecer, mudou completamente a alimentação e adotou um estilo de vida saudável:

"Minha família é toda de gordinhos e até os 12 anos eu também era 'fortinha'. Era uma questão genética mesmo, pois me alimentava bem, apesar de nunca ter sido privada de chocolate, bala e refrigerante na infância. Antigamente, as pessoas não eram tão ligadas em seguir um cardápio saudável como hoje. Na busca pela praticidade, acabávamos comendo um sanduíche com guaraná.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Quando completei 13 anos, cresci bastante e emagreci. Foi então que comecei a desfilar. Perto dos 14, 15 anos, ganhei o concurso Garota Praia Brasil, que passava no programa do Amaury Júnior, e também o Glamour Girls em Minas Gerais. Então, passei a me preparar para o Miss Minas Gerais.

Meu peso sempre oscilava de três a quatro quilos, o que para mim era muito. Sentia muito medo de engordar. Também comecei a modelar e fazer testes nas agências de modelo. Isso aumentou ainda mais a exigência de ficar abaixo do peso. Resolvi usar medicamentos para emagrecer: não estava preocupada em ser saudável, mas em ficar magra.

Ganhei o Miss Minas Gerais, fui para o Miss Brasil e fiquei entre as dez selecionadas. Depois disso, fui para o Rio de Janeiro e cheguei a fazer participações em novelas, mas acabei desistindo da vida de modelo e atriz.

Voltei para Minas, casei e logo engravidei. Foi aí que perdi o controle da balança. Pensei que estava liberta da cobrança de estar magra e comecei a comer por mim e pelo meu bebê. Engordei 45 kg na primeira gestação e, logo em sequência, tive o segundo e o terceiro filho.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Fiquei imensa e não conseguia emagrecer. Como moro em uma cidade pequena, sentia uma cobrança das pessoas e de mim mesma por estar daquele tamanho. Resolvi voltar a tomar o medicamento e acabei tendo uma anorexia nervosa. Cheguei a pesar 58 kg, mas emagreci sem saúde. Tive uma infecção renal fortíssima, perdi minha mãe e todos os problemas se agravaram. Acabei me afundando na depressão e a balança subiu para 123 kg em poucos meses. Fiquei com um pé no diabetes. Foi quando vi que não podia mais brincar com a minha saúde física e mental.

Comecei a fazer dieta com nutricionista, mas nada resolvia. A solução foi fazer cirurgia bariátrica, para me ver livre dos problemas de saúde mais rapidamente. Eu desmaiava por conta dos picos de glicemia e tinha medo de toda essa situação.

Vi a cirurgia como uma oportunidade de perder peso e nunca mais voltar a engordar. Foi como nascer de novo. Por isso, fui superdisciplinada

Tudo que o médico me pedia, eu fazia. Bariátrica não é a escolha mais fácil. Tampouco é só costurar o estômago. É preciso aprender a comer o que o corpo necessita. Se você não segue isso, volta a engordar. Não foi difícil essa reeducação, pois nunca tive muitas restrições alimentares. Como meu estômago estava pequeno, só comia o que o corpo realmente precisava. Quando comecei a ter essa consciência, passei a escolher os alimentos de forma diferente e fiz as pazes com a comida.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Nos três primeiros meses, emagreci 30 kg. E ao longo de um ano eliminei mais 33 kg. Minha alimentação hoje é baseada em frutas, legumes, verduras e grãos. Também evito óleos. Se preciso cozinhar é com banha de porco, que é mais saudável. Agora tenho uma loja atacadista de produtos naturais e não há mais desculpa para não comer bem. Tem oito anos que fiz a operação e hoje me permito dar algumas escapadinhas quando viajo, por exemplo.

Para alcançar o emagrecimento, também apostei na atividade física, como o médico recomendou. Sempre gostei de fazer ballet e jazz na época da adolescência. Mas desde que casei a academia não era uma rotina constante. Desde a cirurgia comecei a fazer caminhada, ioga e jazz e não parei. Não sou fã de musculação, mas segui em frente.

As pessoas devem compreender que a perfeição não existe. Vejo muitas com distúrbios, perdendo a saúde, tudo para atingir a magreza. Não vale a pena

Ninguém deve ficar dias sem se alimentar, ou passar semanas só comendo tomate e chupando limão, como eu fazia na adolescência, só para ter um corpo magro. É importante que as pessoas saibam que é possível perder peso com saúde. Por isso, tenho falado abertamente no Instagram sobre a depressão e anorexia que sofri. Quero mostrar a importância de emagrecer com saúde física e mental.

 

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