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Você abandonou seu copo de leite? Ingestão de cálcio é baixa no Brasil

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

13/05/2018 13h55

O brasileiro não está consumindo a quantidade de cálcio necessária para se manter saudável. Mas nós não somos os únicos. Segundo o mapa global de ingestão de cálcio da Fundação Internacional de Osteoporose, países da América do Sul, África e Ásia não estão consumindo a quantidade ideal também.

O consumo ideal de cálcio varia com a idade, mas a partir dos 10 anos até a puberdade, pico de massa óssea, é importante ingerir entre 1.200 e 1.300 miligramas por dia, de acordo com a médica Soraya Lopes Sader, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

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Porém, os dados mostram que o Brasil consome uma média de 500 a 600 miligramas/dia de cálcio, metade do aconselhado. “É preocupante. Desde a infância temos que cuidar para ter uma ingestão adequada de cálcio”, diz Sader.

Após o período de crescimento da puberdade, pode haver alteração, mas é recomendado manter o nível em cerca de 1.200 miligramas/dia para garantir que não haverá problemas futuros.

Isso porque o ganho de massa óssea acontece até os 30 anos, período em que precisamos do cálcio para fortalecer os ossos. Depois disso, dos 30 aos 50 anos de idade, o corpo fica estável. Mas a partir dos 50 anos perdemos massa óssea e necessitamos de um aporte de cálcio para garantir a saúde dos ossos.

“Quando falta cálcio no sangue, o organismo retira dos ossos e pode causar osteoporose e fraturas secundárias a ela”, explica a médica em entrevista ao Jornal da USP. Ela ainda comenta que a baixa ingestão influencia até em funções do coração.

Para não ter problemas, o leite e seus derivados devem estar presentes na dieta, são as principais fontes de cálcio. “Existe uma tendência em cortar o leite dos cardápios, mas sem ele a pessoa fica sem grande fonte de cálcio. Temos que repensar”.

Em casos de intolerância ao leite, a história pode ser outra. “Também há vegetais com cálcio, mas a disponibilidade do mineral nesses alimentos é pequena. Seria preciso comer muito para ser suficiente. Pode ser preciso fazer complementação com medicamento a base de cálcio”, conclui. 

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