Tudo sobre DSTs

Sintomas e tratamentos das principais DSTs

Sífilis é transmitida pelo contato com a ferida na pele durante o sexo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Thiago Varella

Colaboração para o VivaBem

01/12/2017 04h00

A sífilis é uma doença muito antiga. Historiadores dizem ter evidências arqueológicas de pessoas infectadas na Grécia antiga. Apesar do tratamento relativamente simples na fase primária e da facilidade da prevenção, o número de infectados não para de crescer no Brasil e em boa parte do mundo pela falta de uso da camisinha, já que é uma doença sexualmente transmissível (DST).

De 2014 a 2015, de acordo com o Ministério da Saúde, os casos de sífilis em adultos aumentaram 32,7% no Brasil. Em gestantes, o crescimento foi de 20,9%. Já as infecções por sífilis congênita, que é quando a doença é transmitida pela mãe ao bebê, subiram 19%.

Entre os jovens de 15 aos 29 anos, os casos de sífilis subiram 5.860%, entre 2010 e 2015, segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). O número cresceu de 477 notificações para 28.432.

O que é a sífilis?

É uma doença causada por uma bactéria, o Treponema pallidum, que é transmitida pelo contato com a ferida na pele, geralmente durante a relação sexual.

Se essa lesão estiver em uma área do corpo sobre a qual a camisinha não chega, como bolsa escrotal, nádegas, virilhas, a pessoa pode sofrer exposição independentemente de estar usando o preservativo.

Quais são os sintomas?

Evolui em três estágios:

  • Na primária, a lesão que predomina é uma úlcera chamada cancro duro, geralmente avermelhada, bordas elevadas, e fundo limpo e indolor. É altamente contagiosa. Essa úlcera, se não tratada, fecha espontaneamente 3 a 4 semanas após o seu surgimento e a infecção entra em período de latência por algumas semanas até manifestar a fase secundária da doença.
  • Nesta fase, sintomas gerais podem aparecer como febre, ínguas, dores articulares e outros sintomas, como manchas avermelhadas pelo corpo, incluindo palma da mão e sola do pé, além de uma lesão cutânea característica e altamente contagiosa, que se chama condiloma sifilítico. Caso não tratados, esses sintomas e lesões regridem espontaneamente e segue-se um período de latência que pode ser muito longo, de mais de 20 anos às vezes, até a manifestação da sífilis terciária.
  • Esta fase já não é contagiosa, mas é a fase em que temos as manifestações que podem deixar sequelas, com acometimento do sistema neurológico, olhos, ossos e outros órgãos.

Como é o tratamento?

O tratamento da sífilis varia de acordo com a fase da doença, sendo a penicilina a melhor opção. Segundo a médica Ruth Khalili, a doença pode ocorrer mais de uma vez.

A sífilis precisa ser monitorada por exames por dois anos após o tratamento. Em muitos casos, há falhas no tratamento ou reinfecção. É comum os pacientes não terminarem o tratamento ou tomarem as doses no prazo errado.

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