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Pouca proteína e muito carboidrato é chave para mente saudável, diz estudo

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Comer carboidratos pode fazer bem à memória Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

25/11/2018 12h08

Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, sugere que uma dieta com pouca proteína e rica em carboidratos pode ser uma alternativa para preservar a saúde do cérebro e prevenir o declínio cognitivo.

O estudo, publicado no periódico Cell Reports, fez testes com camundongos de 15 meses de idade. Os pesquisadores alimentaram os animais com carboidratos complexos derivados de amido e caseína, um tipo de proteína normalmente encontrada em laticínios.

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Os ratos tinham acesso irrestrito à dieta rica em carboidratos, mas apenas 5% a 10% da dieta era composta de proteínas. Enquanto isso, os pesquisadores restringiam a ingestão calórica de um grupo diferente de camundongos em 20%.

A equipe comparou os efeitos dessas dietas na biologia do hipocampo, uma área do cérebro envolvida na formação da memória. Eles também avaliaram as memórias dos roedores e habilidades cognitivas usando labirintos e testes envolvendo o reconhecimento de novos objetos.

"O hipocampo é geralmente a primeira parte do cérebro a se deteriorar com doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer", diz David Le Couteur, professor de medicina geriátrica na universidade e autor sênior do estudo. "No entanto, a dieta com pouca proteína e alto teor de carboidratos pareceu promover a saúde e a biologia do hipocampo nos camundongos, em algumas medidas até um grau ainda maior do que aqueles na dieta de baixa caloria", acrescenta ele.

O labirinto e os novos testes de reconhecimento de objetos registraram "melhorias modestas" para ambos os grupos de ratos.

Os cientistas acreditam que a descoberta é importante em um momento em que não há tratamentos farmacêuticos eficazes para a demência. "Podemos retardar essas doenças, mas não podemos detê-las. Por isso é emocionante começarmos a identificar dietas que estão afetando o envelhecimento do cérebro", diz Wahl.

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