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Câncer de pâncreas: composto de casca de árvore chinesa pode ser a cura

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Tumor no pâncreas é um dos mais letais Imagem: Getty Image

Do UOL VivaBem, em São Paulo

2018-10-22T10:06:56

22/10/2018 10h06

Conhecido como um dos tumores mais letais e que demora a apresentar os sintomas, o câncer de pâncreas é a sétima causa de morte pela doença no Brasil, segundo a American Cancer Society. Mas cientistas descobriram que um composto derivado da casca de uma árvore chinesa pode matar os tumores responsáveis por esse tipo de cancro.

Publicado no periódico Journal of Experimental & Clinical Cancer Research, o estudo extraiu substância proveniente da camptotecina, encontrada em uma planta oriental, chamada FL118. Nos testes, esse composto destruiu as células cancerígenas resistentes aos medicamentos e impediu que os tumores se espalhassem, destruindo as células-tronco cancerígenas.

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As propriedades anticancerígenas da casca dessa árvore chinesa foram descobertas há mais de meio século, mas só agora os cientistas conseguiram extrair uma substância dela que não é tão tóxica ao corpo humano.

Os pesquisadores realizaram experimentos in vitro e in vivo, nos quais usaram culturas de células de câncer, bem como tumores de câncer de pâncreas derivados de humanos, que aplicaram a modelos animais.

Os resultados revelaram que, quando usado sozinho, o FL118 efetivamente destruiu tumores pancreáticos. Quando utilizado em conjunto com a droga comum de quimioterapia gemcitabina, FL118 ajudou a destruir os tumores que tinham resistido anteriormente ao tratamento.

No geral, o fármaco foi bem tolerado e não desencadeou nenhum sinal de toxicidade

"A alta eficácia anticâncer do FL118, juntamente com seu perfil toxicológico favorável, é consistente com o fato de que esse medicamento tem como alvo várias proteínas-chave envolvidas na progressão do câncer pancreático e resistência ao tratamento", diz Fengzhi Li, autor do estudo e professor associado de oncologia no Departamento de Farmacologia e Terapêutica do Centro de Câncer Roswell Park, em Nova York, nos Estados Unidos.

Xinjiang Wang, coautor do estudo, acredita que o novo composto é promissor não só para o câncer no pâncreas: "Nós acreditamos que o FL118 é uma droga promissora e pode ser desenvolvida para o tratamento do câncer pancreático e também de outros tipos, como o colorretal."

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