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Cientistas criam arroz que neutralizaria HIV e inibiria sintomas da Aids

Istock
Imagem: Istock

Do VivaBem, em São Paulo

2018-08-01T13:56:00

01/08/2018 13h56

Cientistas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Espanha desenvolveram um arroz geneticamente modificado que promete ajudar no combate ao HIV. A descoberta foi publicada no periódico National  Academy of Sciences nesta semana.

A ideia dos pesquisadores não é utilizar o cereal como alimento e, sim, para produzir uma pasta que, ao ser aplicada na pele, poderia inibir o vírus e seus sintomas.

Eles acreditam que o produto teria o mesmo potencial dos medicamentos antirretrovirais e poderia ser uma solução de baixo custo para o tratamento de pessoas com Aids em países subdesenvolvidos, em que medicamentos tradicionais são de difícil acesso.

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A equipe de cientistas afirma que o arroz transgênico pode oferecer uma solução efetiva --e acessível -- para pessoas infectadas com HIV. Se tratado adequadamente, o vírus pode ser controlado e os pacientes ter uma vida longa e saudável. 

De acordo com os especialistas, o arroz modificado conta com três proteínas microbicidas (2G12, lectina e cyanovirin-N). Em testes preliminares in vitro, essas substâncias se ligaram à glicoproteína do HIV --que permite que o vírus atingir as células do organismo -- e neutralizam sua ação.

As vantagens do arroz

Os cientistas ressaltaram que o creme produzido com o arroz poderia ter o mesmo efeito dos medicamentos antirretrovirais, mas trazer algumas vantagens. Quando a plantação do cereal está totalmente cultivada, os grãos podem ser produzidos com um custo baixo, tornando o tratamento extremamente acessível.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, os cientistas terão primeiro que mostrar que não há efeitos colaterais prejudiciais e, em segundo lugar, terão que cumprir várias restrições regulatórias em vigor nos países que esperam desenvolver mais pesquisas.

"Essa estratégia inovadora é, de forma realista, boa maneira de os coquetéis microbicidas serem fabricados a um custo baixo o suficiente para o mundo em desenvolvimento, onde a profilaxia do HIV é mais procurada", defenderam os autores do estudo.

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