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Trabalhar como comissário de bordo aumenta em até 50% o risco de câncer

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Nas mulheres, os riscos são ainda maiores Imagem: iStock

Do VivaBem

07/07/2018 16h36

Um novo estudo realizado por pesquisadores de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Environmental Health mostrou que comissários de bordo têm maiores chances de ter câncer de mama, útero, do colo do útero, gastrointestinal, da pele e da tireoide.

As descobertas não foram uma surpresa para os cientistas. Os comissários de bordo estão expostos a vários fatores conhecidos por aumentar o risco de câncer, incluindo padrões de sono interrompidos e exposição ao aumento dos níveis de radiação em altas altitudes.

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A pesquisa utilizou dados de 5.366 comissários. Eles trabalhavam há uma média de 20 anos e 80% eram mulheres. Os pesquisadores compararam a incidência de câncer com a de 2.729 pessoas com idade, renda e educação semelhantes.

Além de terem incidência maior de câncer no geral do que o grupo controle, nas mulheres, a taxa de câncer de mama entre os comissários de bordo foi 50% maior e a taxa de câncer de pele não melanoma foi mais de quatro vezes maior.

“As tripulações de voo têm uma mistura única de exposições, incluindo ritmos circadianos interrompidos e exposição a possíveis contaminantes carcinogênicos, como inseticidas, retardadores de chamas, combustível de aviação. Os níveis de radiação ionizante, embora baixos, também podem ser cumulativos ao longo do tempo”, explica Irina Mordukhovich, pesquisadora associada em Harvard e coautora do estudo.

As descobertas, no entanto, não dizem nada sobre os riscos dos passageiros. De acordo com os autores, novas pesquisas são necessárias estabelecer uma relação de causa e efeito.

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