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Quem nunca amamentou tem mais chance de ter câncer de mama?

Pergunte ao VivaBem - Amamentação e câncer de mama
Imagem: Fernanda Garcia/VivaBem

Gabriela Ingrid

Do UOL VivaBem, em São Paulo

23/10/2018 03h00

"Ouvi dizer que quem nunca amamentou tem mais chance de ter câncer de mama. É verdade?"

Não é que quem não amamenta tem mais chances de desenvolver o câncer de mama, e sim que dar de mamar protege a mulher da doença nos seios. Isso porque o tumor maligno gosta de aparecer em células e tecidos que ainda não estão muito bem desenvolvidos. No caso da mama, ela só atinge sua maturidade funcional quando amamenta pela primeira vez.

O estímulo hormonal na gravidez faz com que as células da região mamária se especializem, ou seja, tenham menos falhas no DNA e, consequentemente, menos propensão ao câncer. Além disso, essa mudança hormonal faz com o tecido glandular da região --onde o tumor se desenvolve -- se atrofie e a gordura seja prevalente, reduzindo também a probabilidade de aparecimento da doença.

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Isso não quer dizer que dar de mamar é excepcional na proteção à doença, mas que diminui discretamente os riscos. Para se ter ideia do número, calcula-se que a cada 12 meses de amamentação, a mulher diminui em 4% o risco de ter um tumor na região. E o efeito é acumulativo. Se ela teve três filhos, por exemplo, e amamentou cada um por um ano, ela tem 12% menos chances de ter câncer de mama.

É por esse motivo que a amamentação é tão estimulada por médicos. Além de ser essencial para o desenvolvimento da criança, o ato ainda protege a mãe.

Fontes: Renato Cagnacci Neto, cirurgião oncologista do Núcleo de Referência de Mama do A.C.Camargo Cancer Center; Anastasio Berrettini, mastologista e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia; Eduardo Zlotnik, ginecologista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

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