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Álcool corta efeito da pílula? 6 respostas sobre eficácia do contraceptivo

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Se esqueceu de tomar a pílula? Geralmente, variações de até 12 horas não costumam reduzir a eficácia do medicamento Imagem: iStock

Giulia Granchi

Do UOL VivaBem, em São Paulo

2019-07-11T04:00:00

11/07/2019 04h00

Sabe-se bem que atrasar ou esquecer de tomar a pílula anticoncepcional não é uma boa se o objetivo é evitar a gravidez. Mas você sabia que existem outros fatores que podem influenciar na eficácia do método?

O UOL VivaBem responde às principais dúvidas a seguir e ajuda você a entender o que é verdade -- ou não -- sobre o que dizem que podem reduzir o efeito do contraceptivo.

1. Álcool corta o efeito da pílula?

De acordo com a ginecologista Andrea Guerreiro Machado, médica do Hospital São Luiz, não há nada na literatura médica que comprove a relação direta entre álcool e a redução na eficácia do anticoncepcional. Mas, para fazer efeito, o comprimido precisa ser absorvido integralmente e metabolizado pelo organismo, e é aí que os drinques podem atrapalhar.

"Consumir bebidas em um intervalo menor do que duas horas após ingerir a pílula pode causar uma reação química. O álcool é uma substância que dissolve o medicamento e isso pode interferir na absorção", explica Eduardo Motta, ginecologista do Hospital Sírio Libanês.

O médico aponta, ainda, que o risco é menor para pessoas que consomem bebidas alcoólicas apenas eventualmente. "Vai depender da quantidade e do tipo de pílula que a paciente usa. Nem sempre a falha será suficiente para comprometer o ciclo todo", aponta.

2. Diarreia e vômitos podem interferir na eficácia?

Se você evacuar em menos de duas horas após tomar a pílula, a resposta é sim. Nesse caso, o ideal é conversar com o profissional que a acompanha. Se não for possível, leia a bula para entender as peculiaridades do medicamento que você usa.

Cada anticoncepcional tem uma dosagem diferente --alguns seguem a mesma quantidade de hormônios em todas as pílulas enquanto outros possuem diferentes para cada dia. "Se a dosagem for igual, você pode tomar a unidade que seria destinada para o dia seguinte e tornar seu ciclo mais curto", aponta Machado.

Porém, se a quantidade de hormônio variar conforme o dia, você pode considerar comprar outra cartela para repor o comprimido "perdido" por causa da diarreia. Ou levar em conta que não está completamente segura para evitar gravidez naquele mês e usar outro método, como a camisinha.

3. Remédios interferem no efeito do contraceptivo?

Você já deve ter ouvido que antibióticos são vilões nessa situação, mas a verdade é que apenas uma classe de antibióticos foi comprovadamente associada ao mal funcionamento da pílula anticoncepcional por estudos científicos: a rifampicina, geralmente utilizada para tratamentos de tuberculose.

Outros remédios, no entanto, também têm o poder de interferir. "É o caso dos antiácidos, que podem atrapalhar na absorção da pílula, e por ser um remédio que costuma ficar por horas no organismo e de uso contínuo, talvez a paciente precise reconsiderar o método contraceptivo com sua ou seu médico", indica Motta.

Além desses, drogas que aumentam a metabolização da pílula no organismo, como remédios para convulsão (que também costumam ser usados para tratamento de enxaqueca e controlar apetite), podem interferir na eficácia do anticoncepcional.

4. Esquecer uma vez de tomar o remédio compromete o ciclo todo?

Não necessariamente. "Como regra geral, ao lembrar, vale a pena tomar o comprimido no momento que for. Variações de até 12 horas não costumam resultar em nenhum problema. Após esse período, podem ocorrer alterações dependendo da quantidade de hormônio que tem na pílula. Na dúvida, o indicado é sempre usar outro método de apoio", esclarece a ginecologista do Hospital São Luiz.

5. Posso engolir o comprimido sem ajuda de líquidos?

Sim. Engolir a pílula sem beber algo em seguida não prejudica sua absorção pelo organismo.

6. Pacientes que fizeram cirurgia bariátrica precisam de avaliação médica

"A cirurgia bariátrica, que consiste na retirada de parte do estômago, pode impedir que o corpo realize a absorção gástrica adequada. Em geral, é indicado que pacientes que passaram por esse procedimento não façam o uso de contraceptivos orais", expõe Motta.

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