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O que é e como age a miastenia gravis, doença da ex-bailarina do Faustão

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Giulia Granchi

Do UOL VivaBem, em São Paulo

2019-07-10T15:01:28

10/07/2019 15h01

Resumo da notícia

  • A bailarina Carla Prata foi diagnosticada com miastenia gravis há dois anos. A doença afeta as contrações musculares e causa fraqueza nos músculos
  • Normalmente essa doença se manifesta com crises, que podem acometer diversos músculos, como braços, pernas e rosto, inclusive a região dos olhos
  • O tratamento é para a vida toda e a doença parece estar ligada ao timo, que fica perto do coração. A retirada dele para o tratamento não é consenso

Há dois anos, Carla Prata, ex-bailarina e assistente de palco do apresentador Faustão, foi diagnosticada com miastenia gravis, uma doença rara -- que atinge cerca de 150 mil pessoas por ano no Brasil. Ela contou mais sobre essa experiência em seu instagram e em entrevista para o site Notícias da TV.

A miastenia gravis é uma doença neuromuscular que pode surgir de duas formas: autoimune e congênita. Na autoimune, em algum momento da vida o organismo da pessoa fabrica anticorpos contra componentes da placa motora --parte do músculo responsável pela transmissão do estímulo nervoso que o faz contrair -- causando fraqueza muscular. Já na congênita, os anticorpos produzidos pela mãe passam pela placenta e atingem o feto.

A causa da alteração da fabricação de anticorpos, no entanto, ainda não é conhecida pela comunidade médica. O quadro pode acometer pessoas de qualquer idade, mas é mais comum para mulheres entre os 20 e 35 anos e após os 60 anos, em homens.

Sintomas

Na entrevista, a artista conta ter descoberto a condição após uma paralisia no rosto. De fato, o principal sintoma da doença é a fraqueza muscular. "Pode acometer diferentes partes do corpo, como braços, pernas e rosto, inclusive a região dos olhos. O paciente costuma ter dificuldade de visão e até em movimentar a pálpebra", explica Maramelia de Miranda, neurologista do Hospital São Luiz Morumbi.

De acordo com a especialista, os sintomas, no entanto, não são contínuos. "A doença tem uma característica de se manifestar em crises: o indivíduo pode passar meses sem sofrer com qualquer sinal dela, e de repente, sofre um episódio agudo", indica.

Tratamento

Ainda não existe cura para a miastenia gravis. Para o tratamento, são usados diferentes tipos de medicamentos, como:

  • Drogas anticolinesterásicas para aliviar os sintomas;
  • Corticoides, tratamentos imunomoduladores, drogas imunossupressoras e timectomia para diminuir a reação autoimune.

Cada caso, no entanto, deverá ser analisado por um especialista para que características individuais sejam levadas em conta.

Relação da miastenia gravis com a glândula do timo

Em seu relato ao Notícias da TV, Carla explica que antes de descobrir a doença, ela precisou ser operada para retirar um tumor no timo, glândula que produz anticorpos. De acordo com Miranda, acredita-se que a estrutura e o quadro estejam relacionados e que alguns médicos recomendam a retirada do timo.

"Como a glândula é um conjunto de células da imunidade, se observou que tirar pode reduzir a quantidade de crises, mas não é consenso entre os especialistas", aponta.

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