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Quem tem um rim só pode viver e se alimentar normalmente? Conheça cuidados

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Imagem: iStock

Marcia Di Domenico

Colaboração para o UOL VivaBem

2019-06-14T04:00:00

14/06/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Algumas pessoas não tem um dos rins ou ele não funciona de forma apropriada. Condição também ocorre em que passa por transplantes
  • Nesses casos, o rim restante aumenta de tamanho e passa a assumir a função dos dois e a pessoa leva voda normal, tendo apenas acompanhamento médico
  • Quem tem apenas um rim deve tomar cuidado com a ingestão de sal, pois a sobrecarga do rim restante pode levar a um aumento da pressão arterial

Os rins são órgãos vitais, que acumulam funções no corpo: controlar o equilíbrio de minerais e líquidos, regular a pressão sanguínea, colaborar na formação dos ossos e dos glóbulos vermelhos e manter o organismo livre de toxinas por meio de um sistema de filtração do sangue.

Eles foram projetados para trabalhar em conjunto --por isso temos dois deles--, mas muita gente passa a vida inteira ou muitos anos com um rim apenas. O rei do futebol, Pelé, por exemplo, vive há mais de 40 anos com um único rim devido a uma lesão sofrida no tempo em que jogava bola. Já a atriz Selena Gomez teve que passar por um transplante do órgão com apenas 25 anos por causa da insuficiência renal decorrente do lúpus --ela hoje tem com um rim só.

Além desses casos, ainda é possível que a pessoa nasça com apenas um rim por causa de má-formação durante o desenvolvimento do feto - essa condição é chamada agenesia renal unilateral. Nesse caso, o próprio organismo se adapta para que o rim único faça todo o trabalho sozinho. Também pode ser que o indivíduo nasça com os dois rins, mas apenas um deles funcionando. É comum que uma pessoa passe a vida inteira nessa condição e só descubra quando adulta, ao fazer um exame de imagem, por exemplo.

Existem outros motivos que obrigam alguém a remover um rim:

  • Câncer de rim;
  • Cálculos de repetição, levando a infecção grave, podem fazer com que seja necessário retirar o rim afetado.

Dá para viver normalmente com um rim só?

A maioria das pessoas vive sem restrições, desde que o rim que fica esteja saudável. Isso porque ele naturalmente aumenta de tamanho para assumir a função daquele que foi removido. O rim normal mede de 9 cm a 12 cm, em média. Em uma pessoa que por algum motivo precisou retirar um deles, o outro pode alcançar até 15 cm devido a esse crescimento compensatório. A função renal pode chegar a 80% com um rim único.

Mesmo podendo levar vida normal, é importante fazer acompanhamento periódico da saúde renal e seguir hábitos que valem para todo mundo: alimentação equilibrada, não fumar e beber com moderação. Fazer atividade física é uma recomendação médica. Alguns orientam para evitar esportes de contato (futebol, boxe, basquete), em que o risco de sofrer lesão abdominal, machucando o rim, é maior. Exercícios intensos e de levantamento de peso (como musculação) devem ser feitos sob supervisão porque podem elevar demais a pressão.

Precisa mudar a alimentação?

Não é necessário seguir uma dieta especial, mas respeitar hábitos saudáveis. O mais importante é evitar o consumo exagerado de sal, sódio (presente em alimentos e bebidas industrializados) e proteínas, principalmente de origem animal (carnes, laticínios, ovos). Em excesso no organismo, eles dificultam o trabalho de filtração dos rins e acabam sobrecarregando o órgão.

Em pacientes hipertensos, essa recomendação é ainda mais importante porque a sobrecarga da função renal pode fazer a pressão subir.
Beber bastante água é essencial para facilitar a excreção de líquidos e toxinas.

A avaliação da função renal deve ser feita por meio de exames de sangue ou urina para medição dos níveis de creatinina e uréia, duas toxinas que, quando em alta concentração, indicam que o rim não está funcionando bem.

Fontes: Américo Cuvello, nefrologista, coordenador do Centro de Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Osvaldo Merege, nefrologista, vice-presidente da Regional Sudeste da Sociedade Brasileira de Nefrologia; e Gabriela Cilla, pós-graduada em nutrição clínica funcional pela VP Consultoria e nutricionista da Clínica NutriCilla.

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