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Dieta com baixo teor de gordura reduz morte por câncer de mama, diz estudo

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Estudo vai continuar monitorando as mulheres para saber se há outros benefícios associados à dieta balanceada Imagem: iStock

Marcelle Souza

Colaboração para o UOL VivaBem

2019-06-07T16:43:58

07/06/2019 16h43

Resumo da notícia

  • Os pesquisadores acompanharam 48.835 mulheres entre 50 e 79 anos durante quase 20 anos
  • Nesse período, foram diagnosticados 3.374 casos de câncer de mama entre as participantes
  • Aquelas que diminuíram gordura e adotaram uma dieta balanceada tiveram 21% menos risco de óbito por câncer de mama

Um estudo realizado com quase 50 mil mulheres na pós-menopausa mostrou que adotar uma dieta balanceada e com baixo teor de gordura diminuiu em 21% o risco de morte por câncer de mama. A pesquisa, feita em 40 centros dos Estados Unidos, foi apresentada durante a Reunião Anual da ASCO (sigla em inglês para Sociedade Americana de Oncologia Clínica), realizada neste mês em Chicago.

Durante quase 20 anos, os pesquisadores acompanharam 48.835 mulheres entre 50 e 79 anos. "Os resultados fornecem a primeira evidência de que uma mudança na dieta pode reduzir o risco de uma mulher na pós-menopausa morrer de câncer de mama", diz a médica oncologista Laura Testa, da Rede D'Or São Luiz.

O estudo é o primeiro grande ensaio clínico randomizado desse tipo e foi realizado entre 1993 e 2013. Nesse período, foram diagnosticados 3.374 casos de câncer de mama entre as participantes.

Entre elas, estavam mulheres com diabetes e pressão alta, fatores que aumentam em três vezes o risco de óbito.

Segundo os pesquisadores, o grupo que diminuiu em 20% as porções de gordura e incluiu frutas, legumes, verduras e grãos na alimentação registrou 21% menos óbitos por câncer de mama e 15% menos mortes por outras causas, após o diagnóstico da doença. Em média, elas perderam 3% do peso corporal.

"A dieta que utilizamos é moderada e, após quase 20 anos de acompanhamento, os benefícios para a saúde ainda estão aumentando", disse o principal autor do estudo, o professor e pesquisador Rowan Chlebowski, do Instituto de Pesquisa Biomédica de Los Angeles, da Universidade da Califórnia.

Para avaliar outros resultados, os pesquisadores continuam coletando periodicamente amostras de sangue das participantes.