Topo

Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta


Como emagreci

Ela tinha vergonha de se levantar no trabalho e perdeu 80 kg em 7 meses

Arquivo Pessoal
Waléria Miranda de Almeida perdeu 80 kg Imagem: Arquivo Pessoal

Elcio Padovez

Colaboração para o UOL VivaBem

2019-06-06T04:00:00

06/06/2019 04h00

Com 157 kg, a rotina de Waléria Miranda de Almeida, 35, era chegar ao trabalho, sentar e esperar acabar o dia para ir embora sem ser notada. Após iniciar um processo de reeducação alimentar e buscar equilíbrio emocional, a funcionária pública perdeu 80 kg em sete meses e voltou a se relacionar com o mundo fora de casa. A seguir, ela conta como conseguiu

"Eu era totalmente sedentária. Trabalho com controle imobiliário na Prefeitura de Guanhães (MG) e minha vida se resumia a ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Sempre fui gordinha, mas, depois que comecei a trabalhar, passei a engordar sem controle.

No início de 2018, eu tinha 157 kg e foi aí que percebi o quanto estava gorda. Mesmo com 1,72 m, o sobrepeso ficou evidente

Arquivo Pessoal
Waléria Miranda atualmente Imagem: Arquivo Pessoal
No trabalho, eu chegava e não levantava mais até a hora de ir embora, na esperança que ninguém me notasse. Até comer na prefeitura eu evitava, por vergonha, mas assim que chegava em casa, à tardezinha, minha compulsão alimentar crescia e eu ingeria vários tipos de carboidratos, refrigerantes e outras besteiras. Tinha coisa que eu comia e nem percebia que tinha engolido. Cheguei a consumir quatro litros de refrigerante por dia.

Minhas duas irmãs estavam muito preocupadas com meu peso e começaram a me incentivar a fazer uma mudança radical. Eu já tinha desistido de mim e achava impossível uma pessoa como eu perder mais de dez quilos fazendo reeducação alimentar. Imagine 80, então.

Cheguei a entrar na fila da bariátrica, já muito ansiosa, e o médico me disse que eu precisaria chegar aos 135 kg para operar, mas não cheguei a perder os 22 kg e desisti. Hoje vejo os benefícios de não ter feito a bariátrica, pois pude descobrir que meu problema era bem mais embaixo e não só o sobrepeso.

Eu não tinha equilíbrio emocional e, só quando passei a fazer acompanhamento com uma profissional da área e um programa de reeducação alimentar, é que vi a balança diminuir a contagem

Com a cabeça mais equilibrada e a autoestima de volta, também refleti no que cada comida significa para mim e adotei uma dieta bem mais saudável e de acordo com minhas condições financeiras, pois não é preciso ser rico para se ter uma mesa saudável. A simplicidade é uma grande aliada, que aprendi a admirar durante o processo de emagrecimento.

De manhã, tomo café sem açúcar e como ovo, queijo e uma fatia de pão integral. No almoço, sempre tem carne branca e muitas verduras e legumes, assim como inhame ou batata-doce.

À tarde, tenho comido bastante mamão e, à noite, minha última refeição é uma porção de carne ou ovos e legumes e verduras. Como durmo cedo, antes das 22h, não tomo o lanche da noite.

Também passei a levar uma vida mais leve, de atividades que posso curtir com meus filhos e marido. Uma vez, os levei para a praia e fiquei o tempo todo de blusa e calça escura. Em novembro de 2018, voltei ao mesmo lugar e usei roupas curtas, entrei na água e brincamos. Só não uso biquíni ainda, pois não fiz a cirurgia reparadora para retirada do excesso de pele e não me sinto confortável.

Tive outras pequenas vitórias, como entrar numa calça 40 da minha filha de 14 anos, sentir a toalha fechar em mim, entrar de uma vez no carro, conseguir varrer e faxinar a casa sem ajuda

Podem parecer detalhes bobos para uma pessoa magra, mas só eu sei o quanto está sendo prazeroso viver tudo isso. Por dentro, eu ainda me sinto gorda e preciso me manter alerta, por isso não posso parar o acompanhamento psicológico regular, pois ele foi até mais importante do que a reeducação alimentar e o exercício físico que pratico, no caso a caminhada.

Para mim, a primeira coisa que deve ser trabalhada neste processo de emagrecimento é a consciência mental

E se a pessoa não tiver condições de pagar, deve buscar ajuda na rede pública. Eu mesma farei isso se não couber mais no meu orçamento. A terapia também não pode servir de muleta, já que você pode ter todo acompanhamento do mundo mas, se não tiver força de vontade, não vai dar certo.

SIGA O UOL VIVABEM NAS REDES SOCIAIS
Facebook - Instagram - YouTube