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Inseguro na hora de comprar peixe? Dicas para não colocar saúde em risco

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É preciso estar atento às características dos peixes frescos no supermercado ou feira Imagem: iStock

Carolina Buriti

Colaboração para o UOL VivaBem

2019-05-23T04:00:00

23/05/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Peixes contaminados podem causar infecções ou intoxicações alimentares, por isso é importante ficar atento na hora de comprar
  • Olhos opacos, escamas caindo e cheiro muito forte são indícios de que é melhor não comprar aquele alimento
  • Se o peixe for congelado, fique atento à temperatura de conservação (no mínimo -5°C) e a acúmulos de líquidos na embalagem

O peixe é uma opção nutritiva e saudável para o dia a dia. Rico em proteína, os pescados têm vitaminas A, K e do complexo B; minerais como ferro, zinco e selênio, além de serem fontes de ômega 3 --ácido graxo que o nosso corpo não produz, mas que é importante para saúde cardíaca e cerebral.

Podemos comer peixe todos os dias. Prefira as preparações cozidas ou assadas; evite frituras. A diversidade brasileira nos permite experimentar os mais diferentes tipos de peixes. No entanto, é preciso ter cuidado da hora da compra: se o peixe não estiver bem conservado, pode trazer infecções (se for ingerido cru) ou intoxicação alimentar (caso seja preparado).

O UOL VivaBem conversou com especialistas sobre como escolher um peixe de qualidade. Anote as dicas.

Procure recomendações

Onde encontrar peixe fresco e de boa qualidade? Feiras livres e mercados públicos são opções para os consumidores, mas a qualidade dependerá de qual barraca você escolher, certo? Aqui, a dica é conversar, pesquisar e buscar recomendações de um local de confiança.
Desconfie de preços de pescados muito abaixo dos praticados em barracas vizinhas. Se você mora em cidades litorâneas, provavelmente, encontrar o alimento fresco será mais fácil. Agora, em cidades do interior, a oferta para algumas opções pode ser limitada.

Moradora de São Carlos, no interior de São Paulo, Michele Aparecida Haddad Bunemer, docente da área de gastronomia do Senac São Paulo, costuma comprar peixe fresco em pesqueiros no estilo "pesque e pague" da região. Para driblar a falta de opção, ela também montou sua rede de fornecedores a partir de indicações de um restaurante. "Eu entrei em contato com um restaurante japonês e eles me passaram o contato do fornecedor, é sempre um bom canal", indica.

Algumas redes de supermercados contam com peixarias com pescado fresco todos os dias; outras elegem um dia na semana para oferecer o pescado fresco, com mais variedade. O importante, independente do lugar, é questionar a procedência e prestar atenção nas características do ambiente:

  • O ambiente deve estar limpo;
  • Os uniformes dos profissionais que comercializam e manuseiam o animal também;
  • Não compre em lugares com moscas e outros insetos;
  • Pescado fresco precisa ficar armazenado em baixas temperaturas (no mínimo -12ºC), em gelo ou em balcões frigoríferos.

Fique atento à aparência do peixe

Na hora da compra verifique os seguintes aspectos:

- Olhos: peixe fresco tem olhos de aspecto vivo, brilhantes, claros, transparentes e ocupando toda cavidade orbitária. Evite comprar pescados com olhos opacos e acinzentados;

- Guelras: devem ser avermelhadas; não escolha produtos com guelras rosadas ou acinzentadas;

- Corpo: A superfície do corpo deve estar limpa, isto é, sem pigmentação estranha e não habitual à espécie. Pegue o animal (com luvas, é claro) ou peça ajuda ao peixeiro e certifique-se de que as escamas estão firmes e presas ao corpo, se soltarem com facilidade, escolha outro produto. Apalpe a barriga do animal e sinta se está firme, isto é, sem deixar impressão duradoura à pressão dos dedos;

- Cheiro: pescado fresco tem odor suave. Embora todos os peixes tenham um cheiro forte, você saberá identificar um que lembra a maresia e um que indica tempo demais fora da água.

E os peixes congelados?

Peixe congelado não perde nutrientes e é uma opção para ter o alimento sempre à mão. Nos supermercados, veja se ele está armazenado na temperatura informada pelo fabricante na embalagem. Ela deve estar bem fechada e conservada a, no mínimo, - 5º C. Os produtos não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquido. O pescado não pode ter as extremidades secas ou amareladas, pois isso indica desidratação. Veja se a embalagem traz o Selo SIF (Serviço de Inspeção Federal) e se está dentro da data permitida para o consumo.

Cuidados em casa

Para evitar contaminação, separe utensílios: tenha tábua e faca só para o peixe. O peixe fresco deve ser armazenado por até 24 horas na geladeira, em temperatura de máximo 4º C. Mas, lembre-se, sob essa refrigeração muitas bactérias sobrevivem e se proliferam, então o ideal é congelar ou cozinhar (a maioria delas morre a partir de 70ºC) o quanto antes. Se for congelar, limpe o peixe e corte-o como pretende usar, separando as porções nas quantidades que você deseja preparar futuramente, pois não é indicado recongelar o alimento depois. Descongele sob refrigeração e, antes de prepará-lo, certifique-se de que o alimento descongelou totalmente para não prejudicar sua receita.

Aposte na variedade, respeite a sazonalidade

Respeitar a sazonalidade é importante para proteger os peixes no chamado defeso, período de paralisação temporária da pesca para a preservação das espécies. O Ceagesp tem uma tabela que orienta acerca da melhor época para o consumo de algumas espécies. Aproveite para apostar na variedade de espécies e receitas. Maio, por exemplo, é uma boa época para o meca, chamado de "picanha do mar", que vai bem assado na churrasqueira ou grelhado.

Fontes: Edson Credidio, nutrólogo e professor da pós-graduação em Alimentos Funcionais e Bioativos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Mônica Stockler, nutricionista e membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp); Michele Aparecida Haddad Bunemer, docente da área de gastronomia do Senac São Paulo

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