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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


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Quais doenças são combatidas com vacina e quando se imunizar

Zinkevych/iStock
Quais vacinas devem ser tomadas de acordo com a idade e fase da vida Imagem: Zinkevych/iStock

Renata Turbiani

Colaboração para o UOL VivaBem

2019-05-15T04:00:00

15/05/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Programa Nacional de Imunizações ajuda a combater mais de 15 patologias
  • Reportagem lista todas as enfermidades que são combatidas com vacinas no país
  • Elas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde)
  • Lembrando que quem dispensa a vacina coloca a própria saúde em risco
  • Assim como a de parentes e demais pessoas com quem tem contato

A lista de doenças conhecidas no Brasil e no mundo é imensa, mas muitas delas podem ser evitadas com uma ação simples: a vacinação. A primeira campanha em massa do país ocorreu há mais de 100 anos. Idealizada pelo médico e a bacteriologista Oswaldo Cruz, ela teve como objetivo controlar a varíola, enfermidade grave que matou muita gente, em especial no Rio de Janeiro. O último caso registrado da doença no país foi em 1971.

A partir daí, o governo formulou o PNI (Programa Nacional de Imunizações), a fim de coordenar as ações que se caracterizavam, até então, pelo caráter episódico, descontinuidade e reduzida área de cobertura. Considerado referência internacional de política pública de saúde, o programa tem ajudado a combater mais de 15 patologias. Mas, para que seja realmente eficaz, é preciso que a população colabore e busque a proteção.

Vacinação é essencial para prevenção e saúde

Tatiana Guimarães de Noronha, médica da Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), comenta que quem dispensa a vacina coloca a própria saúde em risco, bem como a de parentes e demais pessoas com quem tem contato.

Se vacinar é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas possíveis complicações, que podem até levar à morte. O ato ainda contribui para não propagá-las.
Tatiana Guimarães de Noronha

Doenças que são combatidas pela vacinação

Getty Images
Quais doenças são prevenidas com a vacinação? Imagem: Getty Images
A seguir, confira todas as enfermidades que são combatidas com vacinas no país, lembrando que elas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). As informações são do Ministério da Saúde.

Catapora (varicela)

A catapora, também chamada de varicela, é uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada pelo vírus Varicela-Zoster. Ela se manifesta com maior frequência em crianças e suas principais características clínicas são manchas vermelhas e bolhas pelo corpo, acompanhadas de coceira. Mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa também podem surgir. A transmissão acontece por meio do contato com o líquido da bolha, tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

Quando tomar a vacina:

  • 1 dose da Tetra viral ou Tríplice viral;
  • Varicela aos 15 meses de idade;
  • 1 dose da Varicela atenuada aos 4 anos.

Caxumba

Trata-se de uma infecção viral aguda e contagiosa, cujo sinal mais claro é inchaço e dor nas glândulas salivares, podendo ser em ambos os lados ou em apenas um deles. A enfermidade, mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, é provocada por vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus, e o contágio ocorre por via aérea, por meio da disseminação de gotículas, ou contato direto com saliva de pessoas infectadas.

Quando tomar a vacina:

  • 1ª dose da Tríplice viral aos 12 meses de vida;
  • 1 dose da Tetra viral ou Tríplice viral + Varicela aos 15 meses;
  • 2 doses da Tríplice viral, a depender da situação vacinal anterior, entre 10 e 19 anos;
  • Se nunca vacinado, 2 doses da Tríplice viral de 20 a 29 anos;
  • 1 dose de 30 a 49 anos.

Coqueluxe

Também é uma patologia infecciosa aguda, mas, neste caso, provocada pelo bacilo Bordetella pertussis. Ela compromete especificamente o aparelho respiratório, incluindo traqueia e brônquios. A transmissão se dá pelo contato direto do doente com uma pessoa suscetível, por meio de gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou fala. Os sintomas iniciais são mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa.

Quando tomar a vacina:

  • 3 doses da Pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses;
  • 2 reforços da DTP, aos 15 meses e aos 4 anos;
  • Gestantes devem fazer uma dose da Tríplice Bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) a cada gestação a partir da 20ª semana ou no puerpério (até 45 dias após o parto).

Diarreia por rotavírus

O rotavírus, vírus RNA da família Reoviridae, do gênero Rotavírus, é um dos principais agentes virais causadores de diarreia grave em crianças menores de cinco anos. Entre seus sintomas clássicos, estão, além de diarreia, vômito e febre. O agente causador do problema é transmitido pela via fecal-oral, o que inclui contato pessoa a pessoa, ingestão de água e alimentos contaminados, toque em objetos infectados e propagação aérea por aerossóis.

Quando tomar a vacina:

  • 2 doses orais;
  • 1 dose aos 2 meses de vida;
  • Outra dose aos 4.

Difteria

Enfermidade transmissível aguda e toxi-infecciosa, a difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que se aloja principalmente nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas do corpo, além da pele. O contágio se dá pelo contato direto do doente ou portador com pessoa suscetível, por meio de gotículas de secreção respiratória, eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Os principais sintomas são membrana grossa e acinzentada cobrindo as amígdalas, dor de garganta discreta e gânglios inchados no pescoço.

Quando tomar a vacina:

  • 3 doses da Pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses;
  • 2 reforços da DTP, aos 15 meses e aos 4 anos;
  • 1 dose da Dupla adulto de 10 a 19 anos e reforço a cada 10 anos até o fim da vida;
  • 3 doses da Dupla adulto na gestação, de acordo com a situação vacinal, ou 1 dose da Tríplice Bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) a cada gestação a partir da 20ª semana ou no puerpério (até 45 dias após o parto).

Febre Amarela

É uma doença infecciosa febril aguda, cujos sintomas incluem início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Com a evolução do quadro, a pessoa pode desenvolver algumas complicações, tais como icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. A febre amarela é causada por um vírus transmitido por picada de mosquitos vetores infectados, e possui dois ciclos de transmissão, o silvestre, em área rural ou de floresta, e o urbano.

Quando tomar a vacina:

  • Dose única aos 9 meses;
  • Adolescentes, adultos ou idosos que não foram vacinados na infância podem receber a proteção a qualquer momento.

Hepatites A e B

Tratam-se da inflamação do fígado e ambas são causadas por vírus ou uso excessivo de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. A maioria dos casos não tem sintomas, mas algumas pessoas podem apresentar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. A transmissão da hepatite A ocorre por contágio fecal-oral e da B por relação sexual desprotegida e contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam. Também pode acontecer durante a gravidez e o parto.

Quando tomar a vacina:

  • Hepatite A, dose única aos 15 meses de vida;
  • Pessoas de qualquer idade que tenham: hepatopatias crônicas, independentemente da etiologia, incluindo os tipos B e C, coagulopatias, portadores de HIV e quaisquer doenças imunossupressoras, doenças de depósito, fibrose cística, trissomias, candidatos a transplante de órgãos, doadores de órgãos, cadastrados em programas de transplantes, e pessoas com hemoglobinopatias também devem receber a vacina.
  • No caso da Hepatite B, são 4 doses (ao nascer, 2,4 e 6 meses); para adultos e idosos que não se vacinaram na infância, são três doses a depender da situação vacina;
  • 2 doses na gestação, também dependendo da situação vacinal;
  • Pessoas que tenham algum tipo de imunodepressão ou o vírus HIV precisam de um esquema especial com dose em dobro.

HPV

IST (Infecção Sexualmente Transmissível), o HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e que pode causar câncer. A maioria dos infectados não apresenta sintomas --eles são mais comuns em gestantes e pessoas com imunidade baixa. O contágio se dá por contato direto com a pele ou mucosa contaminada, sendo que a principal forma é pela via sexual (oral-genital, genital-genital e manual-genital).

Quando tomar a vacina:

  • 2 doses de 9 a 14 anos (meninas) e de 11 a 14 anos (meninos), com seis meses de intervalo entre uma e outra.
  • Pessoas que vivem com HIV e transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos também devem ser imunizados.

Infecção por HiB (Haemophilus influenzae tipo B)

O HiB (Haemophilus influenzae tipo B) é um tipo de bactéria que pode provocar diferentes doenças infecciosas, como pneumonia, dor de ouvido, infecção generalizada, inflamação do pericárdio ou nas articulações, sinusite e meningite. Sua prevalência é maior em crianças até 5 anos. A transmissão ocorre pelo contato com pessoas infectadas, mesmo que elas não apresentem manifestações clínicas, através das secreções da mucosa nasal.

Quando tomar a vacina:

  • 3 doses de Pentavalente, para proteção contra infecções por HiB (Haemophilus influenzae tipo B), aos 2, 4 meses e 6 meses.

Influenza

Mais conhecida como gripe, esta enfermidade é uma infecção aguda do sistema respiratório, ocasionada pelo vírus influenza. Ela inicia-se com febre, dor muscular e de garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A pessoa também pode apresentar mal-estar, dor nas juntas, secreção nasal, rouquidão e olhos avermelhados e lacrimejantes. Atualmente, circulam no Brasil os vírus A, B e C, e eles são transmitidos de forma direta, de pessoa para pessoa, e indireta, por meio do contato com as secreções de outros doentes.

Quando tomar a vacina:

  • Crianças, gestantes e idosos devem se vacinar nas campanhas anuais, sendo que a imunização protege contra dois tipos da influenza A (H1N1 e H3N2) e um da influenza B.

Meningite

A meningite é um processo inflamatório das meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Ela pode ser causada por diversos agentes infecciosos e também por processos não infecciosos, como medicamentos e neoplasias. As formas mais graves são as bacterianas e as virais. Nas primeiras, os sintomas incluem mal-estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz), confusão mental e, com o avanço, convulsões, delírio, tremores e coma.

A contaminação se dá, basicamente, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. No caso das virais, os sinais são febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômito, falta de apetite e de energia, irritabilidade, sonolência ou dificuldade para acordar e fotofobia. A transmissão depende do tipo de vírus, podendo ser pelo contato próximo com pessoa infectada, toque em objetos ou superfícies que contenham o agente causador, água ou alimentos crus contaminados e picada de mosquitos infectados.

Quando tomar a vacina:

  • 3 doses da Pentavalante, aos 2, 4 e 6 meses;
  • 2 doses da Pneumocócica 10 Valente, aos 2 e aos 4 meses, com reforço aos 12 meses;
  • 2 doses da Meningocócica C, aos 3 e aos 5 meses, com reforço aos 12 meses;
  • Dose única ou reforço de 11 a 14 anos;
  • 1 dose da Pneumocócica 23 Valente de 10 a 19 anos, de 20 a 59 anos e a partir dos 60 anos, a depender da situação vacinal e para grupos-alvo específicos.

Poliomielite

Doença contagiosa aguda, causada pelo poliovírus, a poliomielite pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com secreções eliminadas pela boca ou fezes de pessoas doentes. Os sintomas variam conforme as formas clínicas. Os mais frequentes são febre, mal-estar, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarréia, prisão de ventre, espasmos e rigidez na nuca. No tipo mais grave, pode provocar infecção da medula e do cérebro, causando paralisia muscular.

Quando tomar a vacina:

  • 3 doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses;
  • 2 doses de reforço da Vacina Oral Poliomielite (VOP), aos 15 meses e aos 4 anos.

Rubéola

Patologia aguda e de alta contagiosidade, é transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus da família Togaviridae. Os sinais são febre baixa, gânglios aumentados, manchas vermelhas e coceira. Um de seus maiores risco é a SRC (Síndrome da Rubéola Congênita), que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação. Vale destacar que a infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a gestante, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e, para os bebês também, como malformações congênitas. A transmissão ocorre diretamente de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas ao tossir, respirar ou falar.

Quando tomar a vacina:

  • 1 dose da Tríplice viral aos 12 meses de idade;
  • 1 dose da Tetra viral aos 15 meses;
  • 2 doses da Tríplice viral dos 10 aos 19 anos, a depender da situação vacinal anterior;
  • Se nunca vacinado, 2 doses da Tríplice viral de 20 a 29 anos e 1 dose de 30 a 49 anos.

Sarampo

De natureza viral, o sarampo é uma doença infecciosa aguda, grave e extremamente contagiosa. Ele pode ser contraído por pessoas de qualquer idade e é transmitido por contato direto entre indivíduos (espirro, fala e tosse). A patologia caracteriza-se por febre alta, acima de 38,5°C; dor de cabeça; manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal); manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo; tosse; coriza e conjuntivite.

Quando tomar a vacina:

  • 1 dose da Tríplice viral aos 12 meses de idade;
  • 1 dose da Tetra viral aos 15 meses;
  • 2 doses da Tríplice viral dos 10 aos 19 anos, a depender da situação vacinal anterior, e, se nunca vacinado;
  • 2 doses da Tríplice viral de 20 a 29 anos e 1 dose de 30 a 49 anos.

Tétano

O tétano é uma doença infecciosa não contagiosa, gerada pela ação de exotoxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani, normalmente encontrado na natureza sob a forma de esporo. Contraturas musculares, rigidez de membros, rigidez abdominal, dificuldade de abrir a boca e engolir, riso sardônico e dores nas costas estão na lista de sinais. Sua transmissão ocorre pela contaminação de um ferimento da pele ou mucosa com os esporos do bacilo.

Quando tomar a vacina:

  • 3 doses da Pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses;
  • 2 reforços da DTP, aos 15 meses e aos 4 anos;
  • 1 dose da Dupla adulto de 10 a 19 anos e reforço a cada 10 anos até o fim da vida;
  • 3 doses da Dupla adulto na gestação, de acordo com a situação vacinal, ou 1 dose da Tríplice Bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) a cada gestação a partir da 20ª semana ou no puerpério (até 45 dias após o parto).

Tuberculose

Doença infecciosa e transmissível, que afeta prioritariamente os pulmões, a tuberculose é causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Seu principal sintoma é tosse na forma seca ou produtiva. Outros sinais são febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço. É uma enfermidade de transmissão aérea e ocorre a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea).

Quando tomar a vacina:

  • Dose única da BCG (Bacilo Calmette-Guerin) ao nascer, ou, no máximo, até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

As contraindicações das vacinas

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Imagem: juststock/iStock
Obtidas a partir de partículas do próprio agente agressor, na forma atenuada (enfraquecida) ou inativada (morta), de modo a estimular o sistema de defesa de organismo, mas sem causar a doença, a vacina, apesar de importante e segura, tem algumas contraindicações.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que ?certos fatores, situações e condições podem ser considerados como possíveis contraindicações gerais à administração de todo imunobiológico e devem ser objeto de avaliação, podendo apontar a necessidade do adiamento ou da suspensão?.

Em geral, as vacinas bacterianas e virais atenuadas não devem ser administradas em usuários com imunodeficiência congênita ou adquirida, portadores de neoplasia (tumor) maligna, pessoas em tratamento com corticosteroides em dose imunossupressora e em outras terapêuticas imunodepressoras (quimioterapia e radioterapia, por exemplo), bem como gestantes e lactantes, exceto em situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais preveníveis por vacinas, como a febre amarela.

Quando se trata da BCG, além das situações citadas, ela não é recomendada para crianças, a partir dos 5 anos de idade, portadoras de HIV, mesmo que assintomáticos e sem sinais de imunodeficiência. A Hepatite B, Hepatite A, VIP, Tríplice viral, Tetra viral e Influenza têm de ser evitadas em ocorrência de reação anafilática após o recebimento de qualquer dose.

A Pentavalente e a DTP são contraindicadas quando a criança apresentar quadro neurológico em atividade ou quando, após dose anterior, registrar convulsão, episódio hipotônico-hiporresponsivo, encefalopatia aguda grave e choque anafilático.

No caso da VOP, não pode ser aplicada em usuários com hipersensibilidade sistêmica conhecida a qualquer um de seus componentes, com imunodeficiência humoral ou mediada por células com neoplasias ou que estão fazendo uso de terapia imunossupressora, bem como lactantes, crianças internadas em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), quem apresentou poliomielite paralítica associada à dose anterior desta mesma vacina e quem estiver em contato domiciliar com pessoas imunodeficientes suscetíveis.

Por fim, a Rotavírus ainda é contraindicada na presença de imunodepressão severa e para crianças que tenham histórico de invaginação intestinal ou com malformação congênita não corrigida do trato gastrointestinal. O Ministério da Saúde complemente que é fundamental que se faça, antes da vacinação, uma triagem no posto de saúde para identificar quem pode ou não receber cada uma das imunizações ofertadas.

Calendário Nacional De Vacinação

Crianças

Getty Images
Vacinas da infância Imagem: Getty Images

Ao nascer:

  • CG (Bacilo Calmette-Guerin) (previne as formas graves de tuberculose, principalmente miliar e meníngea) - dose única
  • Hepatite B - dose única

2 meses:

  • Pentavalente (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite e infecções por Haemóphilus Influenzae tipo B - HiB) - 1ª dose
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP) (previne poliomielite ou paralisia infantil) - 1ª dose
  • Pneumocócica 10 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo) - 1ª dose
  • Rotavírus (previne diarreia por rotavírus) - 1ª dose

3 meses:

- Meningocócica C (previne a doença meningocócica C) - 1ª dose

4 meses:

  • Pentavalente (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite e infecções por Haemóphilus Influenzae tipo B - HiB) - 2ª dose;
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP) - (previne poliomielite ou paralisia infantil) - 2ª dose;
  • Pneumocócica 10 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo) - 2ª dose;
  • Rotavírus (previne diarreia por rotavírus) - 2ª dose.

5 meses:

  • Meningocócica C (previne doença meningocócica C) - 2ª dose.

6 meses:

  • Pentavalente (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite e infecções por Haemóphilus Influenzae tipo B - HiB) - 3ª dose;
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP) (previne poliomielite ou paralisia infantil) - 3ª dose.

9 meses:

  • Febre amarela - dose única.

12 meses:

  • Tríplice viral (previne sarampo, caxumba e rubéola) - 1ª dose;
  • Pneumocócica 10 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo) - reforço;
  • Meningocócica C (previne doença meningocócica C) - reforço.

15 meses:

  • DTP (previne difteria, tétano e coqueluche) - 1º reforço;
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP) (previne poliomielite ou paralisia infantil) - 1º reforço;
  • Hepatite A - dose única;
  • Tetra viral ou tríplice viral e varicela (previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora) - dose única.

4 anos:

  • DTP (previne difteria, tétano e coqueluche) - 2º reforço;
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP) (previne poliomielite ou paralisia infantil) - 2º reforço;
  • Varicela atenuada (previne varicela/catapora).

Adolescentes
Meninas, 9 a 14 anos e meninos, 11 a 14 anos

  • HPV (previne o papiloma, vírus humano que causa cânceres e verrugas genitais): 2 doses com seis meses de intervalo
  • 11 a 14 anos;
  • Meningocócica C ((previne doença meningocócica C): dose única ou reforço 10 a 19 anos;
  • Hepatite B: 3 doses, de acordo com a situação vacinal;
  • Febre amarela: 1 dose se nunca tiver sido vacinado;
  • Dupla Adulto (previne difteria e tétano): reforço a cada 10 anos;
  • Tríplice viral (previne sarampo, caxumba e rubéola): 2 doses, a depender da situação vacinal anterior;
  • Pneumocócica 23 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo): 1 dose a depender da situação vacinal.

Adultos (20 a 59 anos)

  • Hepatite B: 3 doses, de acordo com a situação vacinal;
  • Febre amarela: dose única, de acordo com a situação vacinal;
  • Tríplice viral (previne sarampo, caxumba e rubéola): 2 doses (20 a 29 anos) e 1 dose (30 a 49 anos) se nunca vacinado;
  • Dupla adulto (DT) (previne difteria e tétano): reforço a cada 10 anos;
  • Pneumocócica 23 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo): 1 dose é indicada para grupos-alvo específicos a depender da situação vacinal.

Idosos (60 anos ou mais)

  • Hepatite B: 3 doses, de acordo com a situação vacinal;
  • Febre Amarela: dose única, de acordo com a situação vacinal;
  • Dupla Adulto (previne difteria e tétano): reforço a cada 10 anos;
  • Pneumocócica 23 Valente (previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo): reforço a depender da situação vacinal.