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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


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Luke Perry morre de AVC aos 52 anos; entenda as causas e como evitar doença

Divulgação
O ator Luke Perry nas séries "Barrados no Baile" (à esq.) e "Riverdale" (à dir.) Imagem: Divulgação

Do UOL VivaBem, em São Paulo

2019-03-04T19:04:45

04/03/2019 19h04

Resumo da notícia

  • Luke Perry, ator de "Barrados no Baile" e "Riverdale", morre aos 52 anos após AVC (Acidente Vascular Cerebral)
  • Quadro é comum, só no Brasil, a cada 5 minutos uma pessoa falece em decorrência da doença
  • Sintomas envolvem dificuldade na fala, alterações sensitivas e confusão mental
  • Controlar a pressão, diabetes e o colesterol -além de abandonar o cigarro e sedentarismo- são formas de afastar o AVC

O ator Luke Perry, que ficou conhecido por sua participação na série "Barrados no Baile", morreu nesta segunda-feira (4), de acordo com o site americano TMZ. Ele sofreu um AVC no dia 27 de fevereiro e estava em coma induzido para tentar se recuperar. 

O acidente não é algo incomum, popularmente conhecido como derrame, o AVC está entre as principais causas de morte no mundo. Veja alguns dados:

  • A Organização Mundial de AVC prevê que uma em cada seis pessoas terá o problema ao longo da vida;
  • No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a cada 5 minutos uma pessoa falece em decorrência da doença, contabilizando mais de 100 mil mortes por ano;
  • Além disso, o acidente vascular cerebral é a segunda principal causa de morte no país, e a principal causa de incapacidade no mundo.

O quadro se dá quando há morte de células do cérebro pela interrupção do fluxo sanguíneo no órgão. Essa falta de circulação do sangue pode ocorrer de duas maneiras:

  1. AVC hemorrágico: quando um vaso sanguíneo ou artéria se rompe, causando vazamento do sangue na região e interrompendo o fluxo sanguíneo apropriado.
  2. AVC isquêmico: pode acontecer quando há o entupimento de um vaso sanguíneo, devido ao acúmulo de placas de gordura em suas paredes. Ou então quando um coágulo migra para um vaso sanguíneo cerebral e limita o fluxo de sangue, o que vai "matando" as células que não recebem nutrição.

"Cerca de 85% dos casos de AVC são isquêmicos, que é mais fácil de ter respostas preventivas, por isso é tão importante se cuidar", afirmou Gustavo Weiss, neurologista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Sintomas

Os sintomas são iguais para homens e mulheres. Alterações motoras súbitas, como fraqueza muscular, incoordenação ou incapacidade de movimentar uma parte do corpo --geralmente braço e perna de um lado só do corpo --, e dormência na face, braço ou perna estão entre os sinais mais marcantes da doença.

Além disso, o paciente pode sofrer com:

  • Dificuldade na fala, conversando de forma devagar e confusa;
  • Alterações sensitivas, como cegueira;
  • Mudanças nos níveis de consciência, sonolência e confusão mental;
  • Dor de cabeça repentina;
  • Aumento de pressão intracraniana;
  • Náuseas e vômitos.

"Se você está com alguma dúvida momentânea se alguém pode estar com AVC ou não, existem algumas respostas simples e imediatas, faça o SAMU", aconselhou Weiss. A sigla significa: 

  • S de sorriso, peça para a pessoa tentar sorrir, em casos de AVC só é possível abrir a boca com um lado, fica um sorriso torto e é fácil identificar que há algo errado;
  • A de abraço, quem sofre um AVC costuma ter fraqueza em um dos lados do corpo e não consegue levantar ambos os braços para abraçar outra pessoa;
  • M de música, como a fala e coerência ficam comprometidas, o paciente não consegue cantar;
  • U de urgência, se todos os testes foram positivos, chame ajuda imediatamente.

O AVC ocorre de forma súbita, aos primeiros sintomas é necessário procurar atendimento médico imediato, para um diagnóstico rápido, tratamento agudo, encaminhamento para uma reabilitação e acompanhamento multidisciplinar para amenizar sequelas.

Causas e fatores de risco

Existem fatores de riscos modificáveis:

  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Tabagismo;
  • Uso de drogas;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Estresse. 

Mas há causas que não temos controle, como idade (o problema é mais comum em idosos) e sexo (a doença acomete mais homens).

Além disso, fatores genéticos aumentam o risco de AVC, e nesse caso é importante ficar alerta tanto para o histórico familiar de derrame como de outras doenças que elevam as chances de derrame, por exemplo, as já citadas diabetes e hipertensão.

Como evitar 

Obviamente, a melhor forma de driblar um derrame é evitar os fatores de risco modificáveis. "Mas você pode ter um AVC mesmo assim. Porém, é importante deixar claro que em cerca de 80% dos casos a pessoa poderia ter feito algo para mudar o desfecho. Você precisa fazer atividade física, controlar seu peso, gordura abdominal e a pressão arterial, reduzir o colesterol, não abusar do álcool, evitar o estresse, não fumar e fazer acompanhamento médico," disse Letícia Januzi, neurologista vascular do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas.

A neurologista vascular Andrea Almeida, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, afirma que controlar alguns fatores pode diminuir muito os casos. "Há um aumento de 50% a 54% no risco de AVC se você tem hipertensão. Então, veja o tamanho do benefício de você controlar sua pressão. O diabetes pode aumentar a probabilidade de AVC em 13%, o estresse em 23%. É necessário se cuidar," concluiu Almeida.

*Fontes consultadas para reportagem AVC: quais os sintomas, as causas, os tipos e as sequelas da doença?

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