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Chocolate amargo é mesmo tão bom para a saúde?

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Especialistas explicam a relação entre os chocolates 70% cacau (ou mais) e a saúde Imagem: iStock

Raquel Drehmer

Colaboração para o UOL VivaBem

08/02/2019 04h00

Não é raro ouvir alguém dizer com toda a convicção do mundo que chocolate amargo pode ser consumido à vontade, pois faz bem para a saúde. Provas nem sempre acompanham a afirmação, então perguntamos para especialistas: o chocolate amargo é mesmo tão bom para a saúde?

Quem é chocólatra pode ficar feliz: o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), e a nutricionista Regina H. M. Pereira, diretora do departamento de nutrição da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), afirmam categoricamente que sim, o chocolate amargo faz bem para a saúde, desde que seja consumido com parcimônia, no máximo 30 gramas ao dia.

Vamos começar deixando claro que as versões saudáveis são aquelas com mais de 70% de cacau. Se seu chocolate possui menos que isso, não importa o que a embalagem diga, ele não possui os benefícios que citaremos a seguir.

Além disso, cabe destacar que quanto mais cacau, melhor. Portanto o 70% cacau é bom, 90% é melhor e 100% é o ideal, mas nem sempre é fácil consumir chocolates com percentuais tão altos. "O chocolate amargo acaba tendo menos manteiga de cacau e menos açúcar em sua composição. É mais puro, nutritivo e rico em fitoquímicos."

Benefícios do chocolate amargo

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"Muitos trabalhos científicos provam que o chocolate amargo é bom para hipertensos, pois reduz a pressão arterial", diz Pereira. O trunfo, ela explica, é do cacau: "Ele tem propriedades antioxidantes que melhoram a função vascular, ou seja, os vasos conseguem dilatar com mais facilidade."

Ribas Filho acrescenta que estes antioxidantes --os flavonoides e os polifenóis -- também protegem contra o envelhecimento, as doenças neurodegenerativas e ajudam a controlar o colesterol, podendo aumentar os níveis de HDL (o colesterol bom) e diminuir os de LDL (o colesterol ruim).

Cautela no consumo

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Isso não quer dizer que o chocolate amargo possa ser consumido livremente ou que deva ser encarado como um tratamento para a hipertensão. Longe disso. "Ele entra como um aliado na dieta de quem precisa controlar a pressão arterial diariamente. Não substitui os cuidados médicos necessários", esclarece Pereira.

"E, apesar dos benefícios para a saúde, o chocolate amargo não deixa de ser calórico", observa Ribas Filho.

E se meu paladar achar o chocolate amargo muito... amargo?

Quem está acostumado a consumir os dulcíssimos chocolates ao leite (ou mesmo o branco, que muitos não consideram nem chocolate!) pode estranhar o sabor do chocolate amargo inicialmente. Para ajustar o paladar, Regina recomenda começar o consumo por versões 50% --que não são amargas, mas são ao leite mais "fortes".

Outra estratégia sugerida pela nutricionista é substituir o chocolate em pó por cacau em pó, seja no leite ou em receitas culinárias, sempre respeitando o limite de consumo de 30 gramas por dia.

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