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Avril Lavigne dedica nova canção à doença de Lyme; conheça o quadro raro

Reprodução/Instagram @avrillavigne
Imagem: Reprodução/Instagram @avrillavigne

Giulia Granchi

Do UOL VivaBem, em São Paulo

06/02/2019 17h05

Fora dos palcos desde 2015 após contrair doença rara, a cantora Avril Lavigne divulgou prévias de músicas de seu próximo grande lançamento, o álbum Head Above Water (cabeça acima da água, em português). 

A primeira canção compartilhada com o público, Warrior, que significa guerreiro, é justamente sobre a condição que levou a cantora a se afastar da música: a doença de Lyme. 

"Esta é uma das primeiras músicas que eu escrevi para o álbum depois de Head Above Water. Ambos [o álbum e a canção] são sobre a batalha da saúde que continuo a lutar todos os dias. Espero que minhas músicas possam ajudá-lo a encontrar força, se você precisar", escreveu na legenda do vídeo.

O que é Doença de Lyme?

O contágio é feito pela mordida de carrapatos, que transmitem a bactéria Borrelia (que existe em diferentes subespécies dependendo do lugar no mundo) após ficarem grudados no corpo humano por cerca de 24 horas. De acordo com a declaração da cantora, ela contraiu a doença durante uma turnê em 2014, data do seu último álbum.

Após o contágio, ocorre a fase aguda: entre 3 a 30 dias, o paciente sente dores articulares e aparece uma lesão vermelha e redonda na pele. 

Apesar de ter ganho repercussão internacional após a cantora divulgar seu quadro, a doença de Lyme é rara e conhecida há pouco tempo --sua descrição médica só foi feita no meio da década de 1970, e o primeiro caso brasileiro conhecido ocorreu em 1992. 

Por ser pouco conhecida até mesmo entre a comunidade médica e ter sintomas semelhantes aos da artrite reumatóide, a falta de diagnóstico médico pode causar complicações --como foi o caso de Avril, que visitou 2 médicos antes que um amigo levantasse a suspeita da condição. 

Caso não seja feito o tratamento correto, que inclui antibióticos por via oral ou intrevenosa por cerca de um mês, a doença pode levar a consequências graves, como paralisia facial, artrite, meningite, problemas cardíacos, problemas neurológicos crônicos e um quadro caracterizado como doença de Lyme crônica, condição mais severa que faz os sintomas durarem mais tempo ou reaparecerem. Para a cantora, as consequências foram 2 anos sentindo dores intensas, que a fizeram pensar que ia morrer, como declarou em entrevistas na época. 

A única maneira de se proteger é evitar locais onde se sabe que existem carrapatos. Caso a picada ocorra, o indicado é um médico infectologista seja procurado com urgência.

Fontes: Marcelo Simão, infectologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Universidade Federal de Uberlândia e Lucy Cavalcanti Vasconcelos, médica infectologista da Prefeitura Municipal de São Paulo.

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