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Óleo de cártamo ajuda a emagrecer? Entenda seus benefícios e como usar

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Óleo de cártamo é rico em gorduras insaturadas e ajuda alguns aspectos da saúde Imagem: iStock

Samantha Cerquetani

Colaboração para o UOL VivaBem

2019-01-26T04:00:00

26/01/2019 04h00

Você já ouviu falar do óleo de cártamo? Ele é extraído das sementes da planta de mesmo nome, possui alto valor nutricional e se tornou popular como suplemento em cápsulas, por acarretar diversos benefícios para a saúde. Originário da Ásia, sabe-se que o cártamo é cultivado há mais de 2 mil anos e é um parente do girassol. Antigamente, as flores de cártamo, que são amarelas ou alaranjadas, eram usadas na fabricação de tintas.

O sabor do óleo de cártamo é neutro, podendo ser usado em diversas receitas. Também é possível aquecê-lo em altas temperaturas sem perder suas propriedades. É considerado um complemento saudável para uma dieta equilibrada por conter gorduras boas para o organismo. Possui altos teores de ácido graxo poli-insaturado (ômega 6) e de ácido oleico monoinsaturado (ômega 9), que são essenciais para o organismo.

Além disso, o óleo de cártamo possui vitamina E, A e K e antioxidantes, que contribuem para ampliar os benefícios para quem o inclui na rotina alimentar. Cerca de 9 g do óleo de cártamo contém 80 calorias. Confira detalhes a seguir.

1. Ajuda a controlar o diabetes

Um estudo do The American Journal of Clinical Nutrition mostrou que consumir 8 g de óleo de cártamo diariamente melhora os níveis de açúcar no sangue em algumas pessoas com diabetes tipo 2. A pesquisa foi realizada durante quatro meses com mulheres que tinham diabetes tipo 2, eram obesas e estavam na menopausa. Além disso, uma revisão de estudos divulgada na revista científica PLOS Medicine comprovou que o consumo de gorduras poli-insaturadas melhora o controle glicêmico de uma pessoa. Sendo assim, o óleo de cártamo ajuda o organismo na secreção de insulina.

2. Colabora na redução do colesterol

O mesmo estudo do The American Journal of Clinical Nutrition relata que os níveis de colesterol no sangue dos participantes melhoraram após quatro meses de uso do óleo de cártamo. De acordo com o American Heart Association, de fato as gorduras insaturadas podem reduzir o LDL, o colesterol "ruim", do organismo, portanto, ele pode sim ser um aliado nesses casos, acompanhado de uma alimentação equilibrada, claro.

3. Diminui riscos de problemas cardíacos

Como o óleo de cártamo contribui para reduzir o colesterol ruim do organismo, ele também ajuda na diminuição do risco de doenças cardíacas. O consumo regular do óleo previne coágulos sanguíneos que podem levar a ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). O óleo de cártamo também pode afetar os vasos sanguíneos, relaxando-os e reduzindo a pressão arterial, que é outro fator de risco para as doenças do coração.

4. Faz bem para a pele

A aplicação tópica de óleo de cártamo na pele seca ou inflamada pode ajudar a suavizá-la e contribuir com uma aparência mais macia. Ele é um ingrediente comum em cosméticos e produtos para cuidados com a pele. O responsável por esse benefício é a vitamina E. Segundo um estudo publicado no Indian Dermatology Journal, a vitamina E protege a pele dos radicais livres, que danificam as células do corpo, e por isso, retarda o envelhecimento. Cada 9 g do óleo há cerca de 3 mg de vitamina E em sua composição.

5. Não libera radicais livres ao ser aquecido

Quando o óleo de cozinha é aquecido, ele destrói compostos benéficos dos alimentos e cria radicais livres nocivos ao organismo, que podem até mesmo causar doenças como câncer. Uma pesquisa publicada no International Science and Investigation Journal descobriu que os óleos vegetais contêm grande quantidade de gorduras poli-insaturadas, que ao serem aquecidas alteram a estrutura da membrana celular e contribuem para o aumento da inflamação e da incidência de câncer. Isso não acontece com o óleo de cártamo quando ele é superaquecido. Ele também tem um sabor neutro, tornando-se uma escolha ideal para muitas receitas.

Benefícios ainda não comprovados

- Ajuda a emagrecer: o óleo de cártamo é bastante utilizado para diminuir o peso e reduzir a gordura abdominal. Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition mostrou esse benefício. Isso ocorre porque ele contém antioxidantes e ácidos graxos que possuem propriedades anti-inflamatórias. O ômega 6 ajuda na queima de gordura do organismo. Já o ômega 9 diminui a produção de cortisol, hormônio que armazena a gordura abdominal. Mas ainda são necessárias mais pesquisas para comprovar esse benefício.

- Ajuda nas cólicas menstruais: durante a menstruação, as mulheres podem sofrer com cólicas menstruais. Isso acontece porque há liberação de uma substância no organismo chamada prostaglandina, que promove a contração do útero para eliminar o sangue menstrual. Sabe-se que o ácido linoleico no óleo de cártamo regula as prostaglandinas no corpo, o que alivia esses sintomas e também pode regular os ciclos menstruais. Mas ainda não há pesquisas científicas que comprovem esse benefício.

Quantidade recomendada e como consumir

O ideal para consumo é até 1 g por dia. Ele pode ser consumido em saladas ou ser aquecido e usado na preparação de alimentos refogados ou fritos. Mas a versão em cápsulas desse alimento é a forma de consumo mais conhecida.

Riscos à saúde

A maioria das pessoas não terá qualquer reação adversa ao consumir o óleo de cártamo, desde que seja usado nas quantidades diárias recomendadas. Porém, pessoas com doenças hepáticas devem ter cuidado com a ingestão, pois é comum que cause um gosto amargo na boca e também ocorra a diminuição do apetite favorecendo assim a desnutrição.

Outra questão importante é que há pesquisas demonstrando que uma dieta rica em ômega 6, substância que está presente em grandes quantidades no óleo, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama. Mas ainda não foi comprovado se o alimento pode causar esse problema de saúde.

O óleo também não é recomendado para gestantes e lactantes, uma vez que ainda não existem estudos que comprovem se o item é seguro nesses casos.

Fontes: Marcella Garcez Duarte, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran); Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês; Edvânia Soares, nutricionista da Estima Nutrição; Giovanna Oliveira, nutricionista e membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF).

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