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Aqui boato não tem vez! Esclarecemos o que dizem por aí


Usar óculos de grau faz a miopia piorar?

Check-up VivaBem Miopia
Imagem: Priscila Barbora/VivaBem

Renata Turbiani

Colaboração para o UOL VivaBem

16/01/2019 04h00

Nem todo mundo que precisa de óculos de grau faz uso dele, e os motivos são variados: se achar feio com o acessório, não se adaptar, acreditar que não precisa... Fora isso, tem muita gente que evita ou adia a utilização de lentes corretivas com medo de piorar a visão e se tornar cada vez mais depende delas. Mas será que essa crença faz algum sentido?

Usar óculos faz a miopia progredir?

De forma alguma. O que acontece é que quem precisa de óculos passa a enxergar melhor com ele e, consequentemente, se sente mais confortável. Por conta disso, a frequência de uso aumenta, dando a impressão de que os olhos estão viciados.

Tem mais: é normal o grau subir ou até surgir com a idade e o estilo de vida, fazendo com que o usuário tenha cada vez mais necessidade do acessório, e, com isso, pense que é ele o culpado pela piora da visão, quando, na realidade, não causa interferência na progressão dos problemas oculares.

Em boa parte dos casos, os graus se estabilizam entre 18 e 21 anos, com ressalva para a presbiopia (entenda melhor a seguir), popularmente conhecida como vista cansada, que tende a surgir após os 40 anos e seu equilíbrio ocorrer por volta dos 60 anos.

Por que precisamos de óculos?

É necessário usar óculos quando os olhos não focalizam uma imagem com nitidez, embaçando a visão -- normalmente, essa situação vem acompanhada de dor de cabeça, desconforto visual, dor nos olhos, lacrimejamento, fotofobia, visão turva e olhos avermelhados.

Como explica o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o problema acontece quando o feixe de luz ambiente, que atravessa o globo ocular para formar a imagem na retina, sofre algum desvio provocado pela anatomia do olho, impedindo a perfeita revelação da imagem na retina. 

A causa são os erros de refração: astigmatismo, hipermetropia, miopia e presbiopia. Entenda melhor cada um deles. 

Astigmatismo 

Nele, a córnea tem formato irregular, sendo mais ovalada. Assim, o feixe de luz incide em ângulos diferentes e não em apenas um, gerando uma imagem distorcida de perto e de longe. A sensação é mais ou menos como enxergar através de um vidro ondulado. Costuma estar presente desde o nascimento, mas também pode se desenvolver após uma lesão ocular --provocada por um hábito simples, como coçar o olho --, doença ou cirurgia. 

Hipermetropia 

Ocorre quando o globo ocular é menor do que o normal ou a córnea mais curva. Isso provoca uma focalização errada da imagem, que acaba se formando após a retina. A dificuldade, neste caso, é maior para enxergar de perto. Também tende a estar presente desde o nascimento.

Miopia

É a condição em que não se enxerga com clareza o que está longe. Ela se dá quando o globo ocular é muito comprido ou a córnea muito curva --isso faz com que os raios de luz focalizem antes do ponto certo na retina. O problema geralmente aparece no início da idade escolar ou na adolescência.

Presbiopia 

Mais conhecida como vista cansada, se manifesta normalmente após os 40 anos, criando uma dificuldade para enxergar de perto e de longe. Ela é causada pela perda natural da elasticidade e do poder de acomodação do cristalino --lente que fica dentro do olho, responsável por garantir foco e nitidez nas mais diferentes distâncias.

Causas: genética e idade

De modo geral, os problemas de visão são genéticos, menos a presbiopia, que se deve à idade. No entanto, a hipermetropia também pode estar associada ao estrabismo acomodativo infantil e, a miopia, à falta de exposição a ambientes externos e ao grande esforço visual para perto, especialmente com o uso excessivo de equipamentos eletrônicos, como tablets e smartphones

É preciso salientar que eles despontam sozinhos ou em conjunto no mesmo olho, com exceção de miopia e hipermetropia, que são antagônicos.

Fontes: Edvaldo Sóter, oftalmologista do Hospital de Olhos; José Beniz, oftalmologista membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO); e Lisia  Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas.

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