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Corredor morre na Volta da Pampulha; como evitar problemas ao se exercitar?

Divulgação
É muito importante fazer exames regulares para praticar atividades físicas Imagem: Divulgação

Priscila Carvalho

Do UOL VivaBem, em São Paulo

10/12/2018 15h55Atualizada em 13/12/2018 15h58

O atleta amador Antônio de Pádua Domingues Broilo, 69 anos, sofreu um mal súbito e morreu nesse domingo (09) durante a Volta Internacional da Pampulha, em Belo Horizonte. O corredor passou mal no quilômetro 13 da prova -- que tem 18 km no total -- e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu à parada cardiorrespiratória.

De acordo com Roberto Bizaco, médico do esporte e preceptor da Medicina Esportiva do Hospital das Clínicas, em São Paulo, é preciso uma avaliação para descobrir o que gerou o problema no atleta, mas a condição geralmente está associada a uma doença cardiológica já existente, que na maioria das vezes pode ser detectada em um check-up.  

"Por isso é muito importante pessoas que praticam atividades físicas muito exigentes terem acompanhamento de um cardiologista e realizar exames de uma a duas vezes por ano", alerta Bizaco.

Entre os testes mais comuns que quem treina regularmente deve fazer para evitar problemas no coração estão o eletrocardiograma, o ecocardiograma e o teste ergométrico, além de exame de sangue para analisar a glicemia e o nível de colesterolEntenda aqui como é e qual a importância de cada exame. 

Bizaco explica que no teste ergométrico, por exemplo, é possível detectar doenças ou alterações no ritmo cardíaco durante a atividade física.

O médico ainda alerta que, com a liberação médica e de um educador físico, praticar corrida ou qualquer outro exercício é muito seguro e saudável. Segundo estudo publicado no BMJ, por ano é registrado um caso de morte súbita a cada 80.000 atletas (a pesquisa avaliou pessoas com menos de 35 anos). 

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Errata: o texto foi atualizado
13/12/2018 às 04h00
Informamos incorretamente que, de 100 mil pessoas que praticam atividade física intensa, uma morre a cada duas horas. Porém, por ano ocorre um caso de morte súbita para cada 80.000 atletas.