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Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Leo Dias conta que sonha com cocaína; quais os sintomas da abstinência?

Divulgação/ Instagram
Imagem: Divulgação/ Instagram

Priscila Carvalho

Do UOL VivaBem, em São Paulo

04/12/2018 14h16

Lutando contra o vício em cocaína, no último fim de semana o jornalista e apresentador Leo Dias voltou se internar em uma clínica de reabilitação no interior de São Paulo para fazer uma "manutenção do tratamento", como ele explicou ao site Notícia da TV.

Leo Dias contou que lida diariamente com os sintomas da abstinência. "Já aconteceu umas três ou quatro vezes, eu sonho que estou cheirando a cocaína. Acordo angustiado. É um pesadelo, não é um sonho."

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Sonhar e achar que está consumindo droga é um dos efeitos mais comuns para quem está no processo de desintoxicação. E existe uma explicação científica para isso: quando a pessoa é dependente de uma substância, o hábito fica gravado no cérebro. Então, o organismo sente falta da droga e, ao dormir, ela aparece no formato de sonho. Em alguns casos, a sensação é tão real que o indivíduo acorda achando que usou a substância. 

Além de sonhos desagradáveis, outros sintomas expressivos de quem sofre de abstinência são: cansaço, aumento de apetite e retardado ou agitação psicomotora --todos esses associados à irritabilidade. 

Léo Dias afirmou ainda que utilizava remédios para dormir e que, aos poucos, está voltando à rotina de ter uma noite de sono completa. "Acordava dopado. Hoje não uso mais nada para dormir. E uma coisa que aprendi na clínica é que a noite é para ser dormida", disse.

    Para muitas pessoas que estão tentando largar o vício, remédios viram uma válvula de escape para aliviar sintomas de abstinência. Porém, em vez de medicamentos --especialmente sem recomendação médica --, para evitar esses problemas durante o tratamento o indicado é fazer atividades paralelas e que distraiam o cérebro, como exercícios físicos, leitura, meditação ou tarefas que tragam prazer. Leo Dias, por exemplo, começou a malhar, fazer terapia e decidiu não se afastar do trabalho. 

    Fonte: Ana Paula Carvalho, psiquiatra e coordenadora da Liga da Depressão da USP (Universidade de São Paulo) e do Hospital das Clínicas. 

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