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Cadê a filha da Sabrina? Veja até quando é saudável esperar pelo parto

Reprodução/Instagram
"Venha no seu tempo", diz Sabrina Sato prestes a dar à luz Imagem: Reprodução/Instagram

Maria Júlia Marques

Do UOL VivaBem, em São Paulo

23/11/2018 18h24

Muita gente está ansiosa pela chegada da Zoe, filha de Sabrina Sato. Em um post nas redes sociais, a apresentadora -que está com 40 semanas de gestação- contou que conversa com a filha e diz que ela “já pode chegar que está tudo prontinho”. Até a cantora Anitta comentou no Instagram que não está se aguentando de tanta curiosidade.

Mas precisa ter essa pressa toda? De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a gestação a termo (duração saudável e esperada para o período gestacional) varia de 37 a 41 semanas.

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“A duração gestacional não é certinha. Nós utilizamos como padrão, para todos os médicos falarem a mesma língua, 40 semanas contadas a partir do primeiro dia da menstruação como uma data provável para o parto de duração normal”, explica Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do hospital Albert Einstein, que trabalha no projeto Parto Adequado, união de forças hospitalares para reduzir o número de cesarianas.

Estudos científicos mostraram que a maioria dos bebês saudáveis nasce ao completar 40 semanas. Porém, já é considerado normal um neném nascer a partir de 37 semanas. Antes disso, é prematuro e pode inspirar maiores cuidados.

“Acima de 40 semanas nós consideramos, medicamente falando, que a gestação entrou em pós-datismo, está prolongada e eleva os riscos de vida do bebê”, diz Pupo.

Porém, se a paciente estiver saudável, a gestação não apresentar alterações e o neném se mostrar saudável após exames de ultrassom, doppler e cardiotocografia, os médicos estão autorizados a aguardar até 41 semanas e 6 dias para ver se há parto normal.

“Nesse período de pós-datismo é aconselhável que a grávida tenha um acompanhamento mais próximo, com avaliações duas vezes por semana para checar a saúde do filho. Nesse cenário, a qualquer sinal de risco a gravidez deve ser interrompida por indução de parto ou cesárea”, afirma Pupo.

Passadas as 41 semanas e 6 dias, mesmo com o bebê em boas condições perante os exames, os médicos acreditam que o estado vira patológico, é considerado uma doença, e é preciso fazer o parto para não aumentar as chances de complicação e sofrimento do bebê. “Não existe momento de maior risco na vida do ser humano do que ao nascer. Precisamos fazer tudo com cautela e ser precavidos para garantir saúde”, comenta Pupo.

O passar do tempo é perigoso devido ao envelhecimento da placenta. A placenta é a estrutura fetal capaz de transmitir alimento e oxigênio para o bebê, e com as semanas passando ela vai perdendo a funcionalidade. Como após as 40 semanas o feto já está bem grande e demanda mais nutrientes e oxigênio, a falha na placenta é limitante e pode machucar o neném.

“O risco é para o bebê. Se falta oxigênio o neném pode ficar com uma lesão cerebral para o resto da vida. Não precisa correr esse risco, é evitável. Consulte seu médico e aceite as indicações”, aconselha Pupo. 

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