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Rumo à São Silvestre: 3 jornalistas aceitam desafio de correr no fim do ano

Jorge Corrêa/UOL
Imagem: Jorge Corrêa/UOL

Jorge Corrêa

Do UOL, em São Paulo

19/11/2018 04h00

No dia 31 de dezembro, é tradição para os jornalistas: quem vai encarar o plantão e ir até a Avenida Paulista para cobrir a São Silvestre? Neste ano aqui no UOL VivaBem teremos uma resposta um pouco diferente para a pergunta. Serão três representantes na prova de rua mais importante do país, só que para correr!

Nas próximas semanas, você vai conhecê-los e acompanhar como se preparam para o desafio. O primeiro a contar sua história é Jorge Corrêa, editor do UOL Esporte:

Voltar a correr é quase tão difícil quando começar

Jorge Corrêa/UOL
O antes e o depois: 35kg a menos em um ano Imagem: Jorge Corrêa/UOL

"Cinco semanas de fisioterapia. Foram quase dois meses sem colocar um tênis para correr. Admito que a ansiedade era como a de um iniciante. Será que perdi todo meu condicionamento de meio maratonista? Será que vou voltar a fazer 10 km em menos de 1h? E se voltar a doer tudo de novo?

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Descobri na prática que voltar a correr pode ser tão difícil quanto começar. Os questionamentos são outros, a cabeça trabalha em outra frequência, mas o sentimento de desafio é o mesmo. Assim como a sombra da frustração. Mas assumi os riscos e coloquei a São Silvestre como meta.

Um rápido resumo do meu passado recente: no ano de 2017, emagreci 35 kg muito por conta da corrida. Não foi um milagre. A corrida veio, claro, com musculação para não me lesionar e reeducação alimentar. Mas fui de 7K para 12K rapidamente e coloquei meia maratona como meta. Consegui completar algumas em menos de 2h. Correr já fazia parte do meu dia a dia, mas os oito anos anteriores de sedentarismo (e duas crianças em casa) cobraram seu preço.

Jorge Corrêa/UOL
Imagem: Jorge Corrêa/UOL

Os dois ombros e os dois joelhos não impediam treinos e provas, mas passaram a reclamar cada vez mais. Resolvi ir ao médico, que diagnosticou desgaste patelar e ligamentar nos joelhos. Dos males, o menos pior. Fisioterapia resolveria, ou deveria resolver, meu problema. Foram longas dez sessões que, depois de muitas dores e analgesias, fizeram com que me sentisse pronto a voltar para rua.

Então vieram os questionamentos do começo deste texto. Quem alguma vez já tentou começar a correr sabe o quanto a cabeça trabalha contra. O corpo pode até estar respondendo bem, mas o "diabinho" sempre fica falando coisas tipo: "já foi o suficiente", "ninguém vai te cobrar por esse quilômetro a menos", "será que essa dor não vai piorar", etc, etc, etc.

Tinha feito tudo certo: reforço muscular, alimentação balanceada, um tênis novinho. Era só respirar e ir para rua. Sabia que tinha de começar aos poucos. Então abri com 5K, pulei para 7K e 8K nas semanas seguintes. Até esse ponto, estava tudo bem. Fôlego não foi perdido (até porque treinei remo e bicicleta nesse meio tempo).

Mas veio o primeiro teste de fogo: 10K. Precisava passar por essa barreira psicológica logo. Desde o começo em 2017, era com essa marca que meu corpo começava a reclamar. Mesmo com a mente jogando contra em diversos momentos, consegui fazer 10 km por duas semanas consecutivas.

Pelos meus planos, as semanas seguintes seriam de treinos de 12K. Veio o desafio real. Com 8 km tudo começou a doer. Era a cabeça já avisando que tentaria me sabotar. Os dois joelhos voltaram a doer, especialmente o esquerdo. Mas consegui concluir os dois treinamentos para essa distância. Percebi que precisaria dar um passo atrás e aumentar o treino de reforço muscular. Não era uma derrota, não podia encarar como derrota.

Segue em pé o projeto São Silvestre. Nas próximas semanas aumentarei as distâncias para 13K e 14K e colocar algumas subidas longas nos trajetos, prevendo a temida subida da Brigadeiro."

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