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Cientistas descobrem novo antibiótico oral que promete tratar gonorreia

CNRI/SCIENCE PHOTO LIBRARY
A gonorreia é causada pela bacteria Neisseria Imagem: CNRI/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Do UOL VivaBem, em São Paulo

08/11/2018 11h17

A gonorreia está se tornando cada vez mais difícil de tratar por sua crescente resistência aos antibióticos. Mas uma equipe de cientistas descobriu um antibiótico que, quando ingerido via oral, curou com sucesso a maioria dos casos dessa DST. A pesquisa foi publicada na quarta-feira (7) no periódico New England Journal of Medicine.

Chamado de zoliflodacin, o medicamento tem o potencial de ser um antibiótico oral útil e fácil de administrar para o tratamento da gonorreia, de acordo com os pesquisadores da Louisiana State University, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, responsáveis pelo estudo.

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A pesquisa foi realizada de novembro de 2014 a dezembro de 2015, com 179 participantes (167 homens e 12 mulheres) que tinham entre 18 e 55 anos. Todos tinham gonorreia ou se relacionaram sexualmente nos últimos 14 dias com alguém que tinha a doença.

Os voluntários foram escolhidos aleatoriamente para receber uma dose única de 2 ou 3 gramas de zoliflodacin oral ou 500 miligramas de ceftriaxona (antibiótico comumente usado no tratamento) injetável.

Entre os 117 participantes que foram avaliados seis dias após o tratamento, todos foram considerados curados da sua gonorreia urogenital.

A zoliflodacin curou todas as infecções retais causadas pela gonorreia, assim como a ceftriaxona. No entanto, o fármaco administrado via oral não foi bem no tratamento de pacientes com infecções de gonorreia na garganta: 67% dos voluntários que receberam 2 gramas de dose e 78% daqueles que receberam a dose de 3 gramas foram curados. Todos os participantes tratados com ceftriaxona alcançaram a cura.

O antibiótico experimental foi bem tolerado com transtornos gastrointestinais transitórios, o efeito adverso mais comumente relatado. A avaliação microbiológica pós-tratamento não mostrou resistência à zoliflodacina.

No momento, os cientistas já avaliaram os níveis de segurança e tolerabilidade de uma dose única oral e os efeitos cardíacos do medicamento --ainda não divulgados. Uma próxima fase de testes está prestes a ser iniciada na Holanda, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

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