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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta

Após uma baita ressaca, ela prometeu mudar e secou 24 kg em 6 meses

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL VivaBem

08/11/2018 04h00

A diversão diária de Ivone Tavares era beber muito. Ela tinha laricas pós-bebedeira que só passavam com salgadinhos, refrigerante e chocolate e, assim, chegou aos 94 kg. Mas ela percebeu o quanto tudo isso fazia mal e decidiu emagrecer. A seguir, conta como conseguiu:

"Eu sempre tive tendência a engordar e minha alimentação nunca foi tão regrada. Comia produtos industrializados, doces, frituras, fast-food, massas e não dispensava um rodízio de pizza ou carne no fim de semana. Meu maior problema, no entanto, era a bebida.

Comecei a consumir álcool bem jovem, aos 14 anos de idade, por rebeldia de adolescente. Naquela época, não tinha dinheiro, então tomava coisas baratinhas para ficar embriagada, tipo pinga com limão, e depois mantinha o estado não sóbrio com cerveja. Vivia muito louca. A minha fase mais crítica foi dos meus 33 aos 38 anos. Bebia praticamente todos os dias: em churrascos, baladas, happy hour com amigos ou em casa sozinha. Essa era minha diversão. 

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Às vezes, passava o fim de semana todo bebendo, fumava dois maços de cigarro por noitada e não ia trabalhar na segunda-feira.

Após a ressaca, sentia muita fome, uma vontade absurda de consumir doces, muito chocolate e refrigerante. A comida caía no estômago e não me fazia bem.

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Por causa do excesso de álcool e sobrepeso, era uma pessoa sedentária, não tinha disposição para fazer nada. Até tentei fazer musculação diversas vezes e corri por um tempo, mas sempre desisti de tudo. Assim, aos 38 anos, cheguei a pesar 94 kg. Minha barriga era grande e minhas roupas não me serviam mais. Usava batas largas que não marcavam e me 'escondiam' melhor. Isso me incomodava demais.

Eu me sentia péssima dentro daquele corpo inchado, cansado e fracassado. Era infeliz e sabia que minha aparência era reflexo dos péssimos hábitos que tinha 

Não podia mais continuar daquele jeito e resolvi mudar após uma ressaca no Réveillon. No dia 30 de dezembro de 2012, comecei a beber ao meio-dia e só parei no dia 31, às 7h. Tinha combinado com uns amigos de fazer a ceia em casa. Passei mal, mas consegui preparar a comida com muito custo. Na hora da virada, fiz uma promessa: ia parar de beber, emagrecer e ter um estilo de vida saudável. 

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Ninguém acreditou em mim, mas, três dias depois me matriculei numa aula de muay thai. Eu me sentia inadequada por estar gorda e pesada. Achava que as pessoas iam rir de mim por causa do meu peso e pela falta de fôlego, mas segui em frente. Praticava luta de duas a três vezes por semana e aos poucos fui melhorando. Ficava com o corpo dolorido, só que me sentia maravilhosamente bem: tinha mais disposição, força e resistência.

Abandonei o álcool e tabaco. No começo, sentia falta, mas resisti. Recusava os convites dos meus amigos para sair e ficava em casa. Aproveitava para cozinhar, assistir TV e ler.

Também fiz uma reeducação alimentar. Passei a comer três vezes ao dia e em quantidades menores. Evitava frituras e meu cardápio tinha muitas frutas, legumes e verduras. Só comia salgados e lanches eventualmente, em festas, e sobremesa aos sábados e domingos. Com esses novos hábitos, saí dos 94 kg para os 76 kg. Emagreci 18 kg em quatro meses

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Empolgada com os resultados do muay thai, me animei para voltar a correr. Treinando durante uma hora, três vezes por semana, em dois meses perdi mais 6 kg, chegando a 70 kg. Estabeleci como meta correr a São Silvestre daquele ano. Foi uma experiência incrível, era como se eu tivesse ganhado a medalha de ouro. Após esse desafio, disputei meias maratonas (provas de 21,097 km) e depois de participei da Maratona do Deserto do Atacama, completando o percurso de 42,195 km.

Em 2016, busquei ajuda de uma nutricionista para manter meu peso estável. Ele criou um plano alimentar focado em baixo carboidrato e rico em proteínas.

Conquistei vários benefícios com meu novo estilo de vida: fiquei mais magra, meu sono melhorou e senti mais energia para fazer todas as atividades

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Além da luta e da corrida, hoje malho duas vezes por semana com personal trainer. Às quartas, faço pilates, e, de fim de semana, tenho aula de surfe na praia. 

Em fevereiro deste ano, me tornei vegetariana e me alimento de uma forma mais intuitiva. Não sigo mais nenhuma dieta. Desenvolvi um paladar para comidas mais naturais: como tofu, cogumelo, lentilha, feijão, abóbora, abobrinha, cenoura, pimentão, queijo. Não tomo suco, refrigerante e nem leite, só água e café. Além disso, depois da promessa, nunca mais bebi cerveja

Durante esse processo, aprendi a acreditar em mim e a ter uma força interna. Eu me achava um lixo e hoje eu me sinto poderosa, pois sou capaz de fazer as coisas acontecerem. Tornei-me influenciadora digital e tenho um blog onde escrevo sobre saúde, bem-estar e beleza. Não mudei apenas minha aparência, mas minha mente. Meu corpo é a mensagem da minha transformação de vida."

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