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Endometriose: cientistas descobrem técnica para ajudar no tratamento

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O problema afeta de 10% a 15% das mulheres em idade fértil Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

02/11/2018 15h55

Dor, sangramento e incômodo durante a relação sexual. Todos esses sintomas são causados por uma doença que atinge quase 6,5 milhões de mulheres no Brasil: a endometriose. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, o problema afeta de 10% a 15% das mulheres em idade fértil (12 a 45 anos).

Hoje essa doença é tratada com medicamentos, terapia hormonal, cirurgia ou até mesmo a retirada do útero. No entanto, cientistas americanos mostraram resultados promissores, que podem levar esperança às pessoas que sofrem com a condição. O estudo foi publicado na revista Stem Cell Reports. A equipe criou um útero danificado, por meio de células-tronco não saudáveis e as reprogramaram para serem saudáveis.

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Os pesquisadores descobriram que as células endometriais defeituosas das mulheres podem eventualmente ser substituídas por células normais, que se reproduzem e respondem adequadamente à progesterona.

O estudo é o primeiro de seu tipo a mostrar que as células-tronco retiradas da própria mulher podem ser usadas dessa maneira. Esse tipo de "auto-transplante" é benéfico porque, ao contrário dos transplantes normais, não corre o risco de ser rejeitado pelo sistema imunológico do paciente.

Embora o transplante em si ainda esteja longe de ser feito, os autores da pesquisa disseram que as descobertas abrem porta para o tratamento. "Essas mulheres com endometriose começam a sofrer da doença em uma idade muito precoce, então acabamos vendo garotas do ensino médio ficando viciado em opióides, o que destrói totalmente o seu potencial acadêmico e vida social", disse Serdar  Bulun, um dos autores.

O que é endometriose?

A endometriose é uma condição no qual o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, é encontrado em áreas fora do órgão, como os ovários e trompas.

Ocorre em algumas mulheres porque as células do endométrio não respondem corretamente ao hormônio de implantação (progesterona) que as impede de se movimentar.

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