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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Imunoterapia se mostra efetiva contra casos agressivos de câncer de mama

IStock
Imagem: IStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

23/10/2018 12h16

Um estudo clínico recente pode mudar a forma de tratamento para uma forma muito agressiva de câncer de mama: o triplo-negativo.

A doença leva este nome por suas células não possuírem receptores para dois hormônios (estrogênio e progesterona) e uma proteína (HER2). Ela representa cerca de 10% a 15% dos cânceres de mama diagnosticados. Esta forma de câncer também tem maior probabilidade de afetar mulheres mais jovens em seus 40 ou 50 anos. 

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Apesar de incomum, é um dos mais agressivos e mortais tipos de câncer. Na maioria dos casos, rapidamente se torna resistente à quimioterapia e continua a se espalhar pelo corpo.

Recentemente, a imunoterapia --um tipo de tratamento que estimula as células defensoras do próprio organismo contra doenças -- vem ganhando espaço como uma terapia potente.

Agora, um ensaio clínico publicado no periódico científico New England Journal of Medicine demonstrou que esta técnica, quando administrada juntamente com a quimioterapia, pode aumentar a sobrevivência e interromper o crescimento do tumor em pessoas com câncer de mama triplo negativo.

Sobrevivência estendida por até 10 meses

A equipe testou a eficácia de um tratamento combinado de imunoterapia e quimioterapia para pacientes com câncer de mama triplo negativo. Mais especificamente, eles usaram o Atezolizumab, um anticorpo monoclonal (droga de imunoterapia) e o agente quimioterápico Nab-paclitaxel.

Nessa abordagem, a droga de imunoterapia aumenta a capacidade de resposta do sistema imunológico, enquanto a droga de quimioterapia "marca" a superfície das células cancerosas, o que permite que o sistema imunológico as encontre e ataque.

Os resultados mostram que a combinação poderosa é capaz de estender a sobrevivência de uma pessoa em até 10 meses, reduzindo o risco de morte ou progressão da doença em até 40%.

"Estes resultados são um enorme passo em frente", observa Peter Schmid, responsável pela pesquisa. O sucesso do teste, ele acredita, será um divisor de águas quando se tratar de formas agressivas de câncer de mama.

Até que a opção de tratamento se torne disponível em nível nacional, os cientistas estão oferecendo o tratamento dentro do quadro de ensaios clínicos em curso no Hospital St Bartholomew's, em Londres.

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