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Sintomas e tratamentos da doença


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Linfoma de Hodgkin: o que é e como reconhecer os sinais sutis desse câncer

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O principal sintoma do linfoma de Hodgkin é o aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas, clavículas e virilhas Imagem: IStock

Giulia Granchi

Do UOL VivaBem, em São Paulo

2018-10-17T04:00:00

17/10/2018 04h00

Conhecido pelo nome do médico que o identificou em 1832, Thomas Hodgkin, o linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que pode ser altamente nocivo quando não é descoberto em estágio inicial.

O problema acomete os linfócitos, que são células do sistema linfático, encontradas geralmente nos linfonodos (pequenos órgãos) e têm a função de defender o organismo contra doenças, especialmente as virais.

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Em pacientes com linfoma, as células se tornam malignas e crescem desenfreadamente. Depois, elas começam a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas, disseminando-se e atingindo tecidos adjacentes; se não tratadas, também podem atingir outras partes do corpo. A parte do corpo mais prejudicada costuma ser o tórax. 

Quais são os sintomas?

O principal sintoma da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, especialmente na região do pescoço, das clavículas, axilas e virilhas. A alteração costuma ser lenta e indolor. 

Outros sinais observados são coceira, fadiga recorrente, febre e calafrios, suores intensos durante a noite, perda de peso (10% em menos de 6 meses) e de apetite e até mesmo maior sensibilidade nos nódulos após a ingestão de bebidas alcoólicas.

Diagnóstico 

Estima-se que 2.530 novos casos sejam diagnosticados em todo o Brasil no próximo ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Mas especialistas afirmam que o número pode ser maior, pois alguns pacientes podem morrer antes do diagnóstico, que pode demorar meses para sair --especialmente em áreas remotas como o sertão, onde o acesso a profissionais de saúde ainda é limitado.

No Brasil, cerca de 20% dos pacientes (500 pessoas) morrem pela doença todos os anos. O número é baixo, mas semelhante ao índice de 20 anos atrás. Isso por que o sistema de saúde brasileiro continua apresentando falta de coordenação na hora de diagnosticar a doença.

De fato, o diagnóstico não é simples e envolve diferentes especialidades da medicina. Para começar, a causa mais comum do aumento dos gânglios linfáticos não é o linfoma de Hodgkin --muitas vezes, infecções são responsáveis pela alteração -- e por isso, o reconhecimento pode ser difícil.

Se após procurar um clínico geral para avaliação a suspeita ainda continuar, é necessário realizar uma cirurgia e retirar o linfonodo para um patologista fazer a biópsia. Depois, hematologistas são responsáveis por fazer o estadiamento --examinar o paciente para verificar por onde a doença se espalhou. Ainda estão envolvidos infectologistas para investigar o quadro e, se o diagnóstico for positivo, oncologistas e especialistas em quimio e radioterapia também são necessários.

Por conta da complexidade, o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que apresenta longas esperas para algumas especialidades, pode dificultar o estado dos pacientes.

Tratamento

A abordagem mais utilizada é a quimioterapia ABVD, que utiliza medicamentos anticancerígenos --com diferentes números de ciclos e substâncias para cada estágio ou caso -- para destruir as células malignas por via venosa. A radioterapia, que destrói ou cessa o crescimento dessas células por meio de raios, é realizada em conjunto

Nos quadros em que a terapia não mostra resultados promissores, ou de reincidência, os pacientes podem recorrer ao transplante autólogo de células-tronco --que utiliza as próprias células do paciente para fornecer novas unidades saudáveis.

Fontes: Drauzio Varella, médico oncologista formado pela Universidade de São Paulo (USP); e Paola Tôrres, médica oncohematologista e professora do departamento de medicina clínica da Universidade Federal do Ceará (UFC), durante o 5º Congresso Brasileiro TJCC (Todos Juntos Contra o Câncer).

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