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Dormir demais prejudica capacidade cognitiva, mas não afeta memória

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O problema foi observado em quem dormiu demais ou de menos Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

12/10/2018 11h39

O maior estudo do sono já feito concluiu que dormir demais (ou de menos) tem um impacto negativo na capacidade cognitiva, mas não na memória de curto prazo.

Realizada por cientistas do Instituto Brain and Mind da Western University, no Canadá, a pesquisa analisou dados de 10.000 pessoas e publicou suas descobertas no periódico Sleep.

Os voluntários foram submetidos a uma bateria de 12 testes cognitivos, para que a quantidade de sono pudesse ser correlacionada com a capacidade mental.

Metade dos participantes dormiu por 6,3 horas ou menos por noite, o que é cerca de uma hora a menos do que o nível recomendado pelo estudo.

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Ao analisarem os resultados, os cientistas descobriram que dormir de sete a oito horas por noite estava associado ao mais alto funcionamento cognitivo. A duração mais curta e longa do sono causou uma queda no desempenho de uma variedade de funções cognitivas, como identificar padrões complexos e manipular informações para resolver problemas. A habilidade verbal foi a mais significativamente impactada.

"Descobrimos que a quantidade ideal de sono para manter o cérebro funcionando em seu melhor estado é de 7 a 8 horas todas as noites", diz o autor principal do estudo Conor Wild.

Memória não foi tão afetada

Quando os cientistas investigaram os diferentes tipos de testes cognitivos, viram que a memória de curto prazo era relativamente intocada pela duração do sono; isso é surpreendente, já que o sono é conhecido por ser importante para a consolidação da memória.

Estudos anteriores de privação do sono por um dia observaram quedas no desempenho da memória. Os autores do estudo se perguntam se isso pode mostrar que os hábitos de sono de longo prazo têm um efeito cognitivo diferente do que a privação do sono em um período de tempo mais curto.

Uma boa noite de sono é suficiente

De acordo com os pesquisadores, apenas uma noite de sono parece ser capaz de reverter alguns dos déficits causados pelo sono perdido. Os autores do estudo descobriram que aqueles que haviam dormido mais do que o normal na noite anterior aos testes tiveram melhor desempenho do que os que dormiram a quantidade normal.

"Essas descobertas têm implicações significativas no mundo real, porque muitas pessoas, incluindo aquelas em posições de responsabilidade, vivem com pouco sono e podem sofrer com o raciocínio prejudicado, a resolução de problemas e as habilidades de comunicação diariamente", conclui Wild.

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