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Combate à obesidade: veja gatilhos emocionais que fazem você comer demais

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É importante comer quando temos fome, não frustrações ou ansiedades Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

11/10/2018 10h46

Os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, com projeção de que até 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso, e mais de 700 milhões obesos.

O Brasil confirma o alerta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde a obesidade é uma realidade para 18,9% dos brasileiros, e o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%).

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Para tentar frear o aumento significativo desse mal, nesta quinta-feira (11) foi instituído o Dia Mundial de Combate à Obesidade, data criada em 2015 pela OMS.

Mas como combater esse problema?

Uma estratégia vencedora pode ser controlar o emocional. Segundo a nutricionista Gladia Bernardi, autora do livro “Código Secreto do Emagrecimento”, o ganho de peso está diretamente ligado às emoções.

De acordo com o levantamento divulgado na publicação, 61% das pessoas apontam emoções desconfortáveis como o principal motivo que os levaram a comer demais. “Para 60% deles, a comida também é considerada como um padrão de afeto familiar. Isso mostra que os gatilhos mentais são a principal causa da obesidade”, comenta a especialista.

Para a pesquisa foram ouvidos 2.754 pacientes que elencaram também roupas (54%), apego à autoimagem (49%) e crença contrária à uma dieta saudável (49%) como os principais vilões de tentativas frustrantes e desistências em emagrecer, entre os 23 sabotadores do emagrecimento existentes.

“A emoção é um dos sabotadores mais comuns entre as pessoas obesas. Qualquer sentimento, seja tristeza, raiva, ansiedade, nervoso, frustração, estresse, preocupação ou medo, aciona gatilhos mentais que incentivam a busca por alívio, prazer ou recompensa com a comida”, explica Bernardi.

E não são só emoções ligadas à tristeza que resultam no ganho de peso. “Esse sabotador também pode fazer as emoções de felicidade levarem à comida. Aí não se trata de uma emoção desconfortável, mas algo que tem como objetivo de aumentar a dopamina, neurotransmissor do prazer, e gerar euforia”, comenta a nutricionista.

Teste seus gatilhos emocionais

Você já se deparou com algum desses pensamentos?

  • Quando estou feliz quero comemorar comendo algo gostoso;
  • Quando estou triste fico louco por um chocolate ou alguma coisa que nem sei o que é;
  • Sempre que tenho um sentimento ruim quero comer;
  • Melhor comer, assim esqueço toda a minha tristeza e sofrimento.

Esses são alguns gatilhos sabotadores que estimulam a comer sem estarmos realmente com fome orgânica, ou buscarmos a satisfação com alimentos sem teor nutricional e que têm alto teor de açúcar ou gordura.

Os sabotadores também levam a acreditar em algumas mentiras como:

  • Comer alivia;
  • Comer acalma e faz pensar melhor;
  • Comer chocolate alegra;
  • É só comer que a tristeza vai embora;
  • Não tem o que fazer? Está sozinho? Faça uma bacia de pipoca.

Essas mentiras que contamos para nós mesmos nos fazem comer sem refletir que não estamos nos alimentando porque precisamos dos nutrientes, e sim para preenchermos sentimentos que não estão nos fazendo bem”, comenta Bernardi.

Para não cair nessas armadilhas, é preciso reprogramar a mente para perder peso e conquistar uma rotina saudável. “É preciso identificar quais são os seus sabotadores e avaliar quão fortes eles são no seu poder de decisão. Depois disso, é preciso reprogramá-los para mudar seus hábitos alimentares e seu estilo de vida”, conclui.

A ideia é que quando você tem consciência de que a vontade de comer está ligada ao seu emocional e não a sua barriga, você conseguirá olhar para as suas emoções sem a necessidade de pedir uma pizza ao mesmo tempo. O autocontrole ajudará a evitar exageros e compulsões

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