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Oscilações de peso, glicose e outras taxas aumentam risco de infarto e AVC

inga/IStock
Imagem: inga/IStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

2018-10-01T12:07:53

01/10/2018 12h07

Flutuações no peso, pressão arterial, colesterol e/ou níveis de açúcar no sangue em pessoas saudáveis podem estar associadas a um maior risco de ataques cardíacos, derrame e morte em comparação a pessoas mais estáveis, de acordo com nova pesquisa da American Heart Association publicada no periódico científico Circulation.

De acordo com a análise, em comparação com pessoas que tiveram medições estáveis durante um período de acompanhamento médio de 5,5 anos, aquelas com maior quantidade de variabilidade em todas as medições, foram:

  • 127% mais propensos a morrer;
  • 43% mais propensos a ter um ataque cardíaco;
  • 41% mais propensos a ter um derrame.

Usando dados do sistema de seguro de saúde nacional da Coreia, os pesquisadores examinaram dados de 6.748.773 pessoas que não tiveram ataques cardíacos prévios e estavam livres de diabetes, pressão alta ou colesterol alto no início do estudo.

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Todos os participantes tiveram pelo menos três exames de saúde entre 2005 e 2012 (a recomendação do sistema é fazer a cada dois anos). Registros dos exames documentaram peso corporal, glicemia em jejum, pressão arterial sistólica e colesterol.

Como a alta variabilidade poderia resultar de mudanças positivas ou negativas, os pesquisadores analisaram separadamente o efeito em participantes que apresentaram melhora ou piora de mais de 5% em cada medida. Tanto nos grupos de resultados positivos quanto negativos, a alta variabilidade foi associada a um risco significativamente maior de morte.

"Os profissionais da saúde devem prestar atenção à variabilidade nas medidas citadas. Tentar estabilizá-las pode ser um passo importante para ajudar a melhorar a saúde dos pacientes", afirma Seung-Hwan Lee, principal autor do estudo e professor de endocrinologia na Faculdade de Medicina da Universidade Católica da Coreia, em Seul.

O estudo foi observacional, o que significa que não pode provar uma relação de causa e efeito entre a alta variabilidade e o risco de ataques cardíacos, derrames ou morte por qualquer causa. O estudo também não aprofundou as razões por trás das flutuações nas medições dos fatores de risco dos participantes.

"Não é certo se esses resultados da Coreia se aplicam a outros países. No entanto, vários estudos anteriores sobre a variabilidade foram realizados em outras populações, sugerindo que é provável que seja um fenômeno comum", explica Lee.

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