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4 materiais que não podem ir ao micro-ondas (e você pode estar usando!)

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Imagem: iStock

Daniel Navas

Colaboração para o VivaBem

2018-08-15T17:37:02

2018-08-30T17:37:18

15/08/2018 17h37Atualizada em 30/08/2018 17h37

A maioria das pessoas, para otimizar o tempo cada vez mais corrido, prepara os alimentos da semana inteira e os congela. Na hora de esquentar a refeição, existe um grande aliado: o micro-ondas. E para que o aparelho não vire nenhum inimigo, é importante ficar de olho no tipo de material que você está usando para esquentar o seu alimento, evitando assim, possíveis problemas de saúde.

Para sanar todas as dúvidas, separamos os quatro materiais que não devem jamais ir ao micro-ondas. Veja só!

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1. Alguns tipos de plástico

Alguns tipos de plástico, quando aquecidos, liberam substâncias como, a dioxina, o bisfenol A (BPA) e os ftalatos. As duas últimas, são conhecidos por serem disruptores endócrinos, ou seja, substâncias que imitam os hormônios humanos. Por isso, estudos sugerem que o BPA possa alterar a função tireoidiana, no processo de puberdade e prejudicar o desenvolvimento fetal, enquanto as dioxinas poderiam acarretar em prejuízos ao sistema imunológico e reprodutivo. Já os ftalatos, que permitem ao plástico ser mais maleável, estão possivelmente relacionados ao aumento no risco de alguns tipos de câncer.

No entanto, existem recipientes de plástico que não contêm essas substâncias e, então, podem ser usados no micro-ondas, sem risco de migração das substâncias nocivas. Muitas pessoas temem, por exemplo, o policarbonato, um tipo de plástico muito usado em embalagens. De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), "considerando-se os dados reais de migração de Bisfenol A, [...] tanto de utensílios plásticos de policarbonato [...], pode-se afirmar que a exposição humana diária a essa substância está consideravelmente abaixo da TDI, que é seu limite seguro de ingestão".

Se na embalagem estiver escrito que o recipiente pode ser usado no micro-ondas, a embalagem deve ser aprovada pela Anvisa, e portanto pode ser usada.

2. Papel-filme

Também conhecido como plástico-filme ou PVC, nem todos os tipos são recomendados para aquecer os alimentos no micro-ondas, é importante verificar se a Anvisa liberou o produto que você comprou. Mas mesmo esses, por serem muito finos, podem derreter quando expostos ao calor, por isso, o ideal é evitar esse tipo de plástico.

Quando os papeis-filme não possuem liberação da Anvisa, o contato do alimento com os elementos nocivos à saúde ocorreria por conta do vapor de água gerado que, ao se condensar, respinga sobre a refeição. No entanto, caso você queira fazer com que o vapor saia lentamente do alimento, uma opção mais sustentável possa ser usar um recipiente com tampa (ambos feitos com materiais que possam ir ao micro-ondas), e deixá-lo parcialmente aperto, com a tampa para o lado.

3. Isopor

Por ter como matéria-prima o poliestireno, o produto, quando aquecido no micro-ondas, acaba liberando uma substância chamada estireno, que se transforma em hipóxido, elemento potencialmente carcinogênico e também obesogênico, ou seja, que pode contribuir com a obesidade em adultos e crianças.

4. Alumínio

Diferentemente do plástico, o alumínio não libera substâncias cancerígenas quando levado ao micro-ondas, mas há outro grande perigo: os incêndios. Como o eletrodoméstico funciona com ondas eletromagnéticas, ao entrar em contato com o alumínio --que é um ótimo condutor de eletricidade, assim como outros metais --, pode gerar correntes elétricas que levam ao superaquecimento desse metal.

Ainda há a questão das embalagens chamadas de marmita feitas de alumínio e usadas em restaurantes, que, segundo alguns fabricantes e até mesmo conforme a própria ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), podem sim ir ao micro-ondas, desde que sejam seguidas à risca orientações específicas. Sendo assim, na dúvida, é melhor evitar levar peças de metal no micro-ondas por questões de segurança e preservação do funcionamento do aparelho.

Prefira cerâmica e vidro 

O vidro e a cerâmica não transferem substâncias ao alimento quando são esquentados, devido a sua composição. Por isso eles são uma boa pedida.

Só conseguimos esquentar alimentos com eficiência se eles contiverem uma grande quantidade de água. “Por esse motivo, durante um mesmo tempo no eletrodoméstico, alguns alimentos aquecem mais e outros menos. Isso se deve pela quantidade de água presente em cada elemento.

Ou seja, se você precisa usar micro-ondas para aquecer sua refeição, prefira colocar os alimentos em recipientes de vidro, cerâmica ou de plásticos duros desenvolvidos para esse fim.

Fontes: Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo; Clarissa Fujiwara, nutricionista do departamento de nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO); Edvânia Soares, nutricionista pós-graduada em nutrição clínica esportiva e vigilância sanitária e especialista da Estima Nutrição, em São Paulo; Robson Alves Simões, físico pela USP (Universidade de São Paulo) e professor de Física do Colégio Poliedro, em São Paulo; Fabrício Cortezi, físico coordenador do Sistema de Ensino pH, no Rio de Janeiro.

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Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do informado, algumas embalagens de alumínio, como as de marmita, oferecem riscos menores ao irem ao micro-ondas, mas é preciso tomar cuidados específicos, ou elas ainda podem causar explosões.
Ao contrário do que foi informado anteriormente, alguns tipos de plástico podem ser usados no micro-ondas. A informação já foi corrigida.

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