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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Nutricosméticos são aliados para atenuar o envelhecimento da pele

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Nutricosméticos são aliados de uma pela mais saudável e jovial Imagem: iStock

Chloé Pinheiro

Colaboração para o VivaBem, em São Paulo

10/08/2018 04h00

Não tem jeito. Depois de uma certa idade, a pele começa a perder elasticidade, firmeza e surgem as primeiras marcas do tempo. O processo é inevitável, mas pode ser atenuado. E essa é a principal promessa dos nutricosméticos, suplementos à venda nas farmácias com diversos princípios ativos entre vitaminas, aminoácidos, flavonoides e etc. Mas será que esses produtos são mesmo eficazes?

“Alguns deles funcionam, mas não precisam ser tomados por quem já segue uma dieta variada e rica em nutrientes. Devem apenas suprir eventuais deficiências”, explica Caio Lamunier, dermatologista da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

O problema é que nem sempre nosso cardápio dá conta dessas necessidades. “Muitas pessoas não conseguem todos os micronutrientes na dieta só com a alimentação, pois trata-se de uma variedade muito grande de substâncias e ingredientes”, fala Letícia Fontes, nutróloga da Clínica MEI (Medicina Integrada), em São Paulo. Por isso é importante fazer uma avaliação nutricional com um profissional de saúde.

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Claro que o ideal é privilegiar as fontes naturais, mas alguns suplementos recebem o aval da ciência como amigos da pele. Nada impede, então, que eles sejam utilizados em períodos estressantes, em que há liberação de radicais livres ligados ao envelhecimento, durante recuperação de procedimentos estéticos ou quando precisamos reforçar a ação do protetor solar.

Cabe a um profissional indicar quais são os nutrientes mais adequados e a você reduzir os fatores que detonam a juventude, como cigarro, alimentação rica em industrializados e embutidos e exposição ao sol.

Outro ponto é a constância. Para fazer efeito, eles devem ser tomados por, no mínimo 15 dias. No caso do colágeno, que ajuda pele e articulações, os estudos demonstram que depois de 8 semanas os resultados são mais consistentes

Para proteger do sol

Um dos fatores que mais ataca a cútis é a radiação solar. Por isso, além do indispensável protetor, existem suplementos que ajudam a barrar os raios ultravioleta. “Eles aumentam a capacidade de fotoproteção e podem ser úteis quando haver uma grande exposição ao sol ou mesmo no dia a dia, porque nem sempre se reaplica o filtro”, explica Marcella Garcez, nutróloga da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Têm essa ação protetora especialmente os carotenóides, naturalmente encontrados em frutas e legumes de cor laranja e avermelhada. Os principais integrantes dessa família vendidos como suplemento são o betacaroteno, licopeno, luteína e zeaxantina. “Eles dão cor aos alimentos e são poderosos antioxidantes que atuam contra os radicais livres”, destaca Vanessa Suzuki, nutricionista membro da SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição).

Dupla indispensável

As vitaminas C e a E são vitais para a saúde da pele por alguns motivos. Primeiro, porque o corpo precisa delas para sintetizar o colágeno que garante firmeza ao tecido. Depois, porque elas também têm ação antioxidante e podem proteger a derme das lesões provocadas pela radiação do sol. Se ingeridas juntas, melhor ainda!

“A vitamina C ajuda na regeneração da vitamina E, cuja falta favorece o envelhecimento cutâneo”, destaca Suzuki. Mas, atenção, há uma dose diária máxima: 90mg de vitamina C ao dia para os homens e 75mg para mulheres. Para se ter ideia, uma laranja tem 40mg da substância. Já a quantidade recomendada de vitamina E é de 15mg por dia, que podem ser encontrados também em meia xícara de amêndoas.

Outros nutrientes

Eles atuam principalmente como antioxidantes, mas não só. É o caso do silício, por exemplo. “Se associado à vitamina C, ele aumenta a síntese do ácido hialurônico no organismo, substância que atenua rugas”, explica Suzuki. O nutriente age ainda em favor de cabelos e unhas e é encontrado em muitos alimentos, como espinafre, aveia, feijão e agrião. Não há quantidade recomendada oficial para sua ingestão.

Fora o selênio, importante antioxidante cuja necessidade pode ser suprida com apenas uma castanha do Pará ao dia, e os ácidos graxos do óleo de peixe, como o ômega-3. “Quando ingeridas na dieta ou suplementadas, essas gorduras do bem exercem funções importantes no corpo todo, reduzindo marcadores inflamatórios e beneficiando também a pele”, comenta Vanessa.

A maioria dos estudos mais robustos sobre os ácidos graxos fala de seu papel na prevenção de doenças cardiovasculares, mas há trabalhos que indicam que o ômega-3 age contra os efeitos do sol, na síntese do colágeno e promovendo firmeza da cútis. A quantidade deve ser estabelecida pelo médico, mas segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, para o adulto no geral o ideal é tomar 250mg ao dia.

Biotina, magnésio, zinco, resveratrol, flavonoides do cacau e coenzima Q10 também foram citados pelos especialistas ouvidos na reportagem como possíveis ajudantes contra os efeitos da idade. A lista é longa, mas, de novo, vale a máxima: eles não substituem um cardápio colorido e diverso em frutas e verduras. “A relação é oposta, na verdade. O suplemento deve complementar uma alimentação já rica e outros hábitos saudáveis”, finaliza Marcella.

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