menu
Topo

Equilíbrio

Cuidar da mente para uma vida mais harmônica

Os crimes que você teme têm a ver com os políticos da sua juventude

Istock
Ter medo de assaltos ou sequestros depende das prioridades em segurança pública dos políticos de sua época Imagem: Istock

Do VivaBem, em São Paulo

07/08/2018 12h40

O medo de ser vítima de algum crime é comum entre as pessoas – e pode aumentar de acordo com o índice de violência de suas cidades e relatos de pessoas próximas. Diversas pesquisas já procuraram entender como as pessoas reagem a assaltos e diferentes tipos de violência. Mas, até o momento, nenhuma havia levado em conta se o período político que marcou a vida das pessoas afetara suas percepções.

Agora, um estudo publicado no British Journal of Criminology, mostra que o contexto político durante as idades de 15 a 25 anos pode ajudar a moldar opiniões importantes – que são capazes de permanecer por décadas.

Veja também:

Ao analisar dados sobre o medo de crimes e o comportamento antissocial na Inglaterra e no País de Gales, coletados durante 30 anos, pesquisadores da Universidade de Sheffield, da Universidade de Southampton e da Sciences Po, em Paris, foram capazes de distinguir a quais gerações políticas os entrevistados pertenciam e fazer a correlação com seus temores à criminalidade.

Aqueles que cresceram sob a liderança de Margaret Thatcher (1979-1990) ou John Major (1990-1997), por exemplo, expressaram o maior nível de preocupação com assaltos domésticos - a mesma geração que testemunhou um aumento dramático em roubos em propriedades durante os anos 80. Enquanto isso, a geração governada pelos ex-primeiros ministros Harold Wilson e James Callaghan (1974–1979) expressou preocupação com assaltos e furtos, o que era uma prioridade para os políticos da época.

No geral, a análise mostra que os cidadãos têm uma maior propensão a temer os crimes que foram o foco do debate político durante a sua juventude e este efeito persiste na idade adulta. "Isso mostra como a política e as histórias que ouvimos influenciam nossas percepções", explica um dos autores do artigo, Stephen Farrall.

VIVABEM NAS REDES SOCIAIS
Facebook • Instagram • YouTube