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Viveu um trauma na infância? Isso aumenta risco de seu filho ter transtorno

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Filhos de pais que sofreram grandes traumas tendem a ter déficit de atenção, hiperatividade e problemas de saúde mental Imagem: iStock

Do Vivabem, em São Paulo

10/07/2018 13h32

Pessoas que sofreram grandes traumas na infância tendem a ter filhos com mais problemas emocionais, revela uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicada no periódico Pediatrics.

O estudo descobriu que traumas graves na infância e o estresse no início da vida dos pais é uma das causas do aumento da taxa de problemas de saúde comportamental em crianças.

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Os tipos de dificuldades sofridos pelos pais na infância incluíam divórcio na família, luto, abuso emocional, físico ou sexual, testemunho de violência doméstica, conviver com pessoas que abusavam de álcool ou drogas no lar e doença mental dos pais.

"Pesquisas anteriores analisaram o trauma na infância como um fator de risco para problemas de saúde física e mental na vida adulta, mas esta é a primeira pesquisa a mostrar que os danos à saúde comportamental da adversidade infantil estendem-se de geração a geração", diz Adam Schickedanz, um dos principais autores do estudo. 

O trabalho científico mostrou que os filhos de pais que tiveram quatro ou mais experiências adversas na infância correm o dobro do risco de ter déficit de atenção, hiperatividade e eram quatro vezes mais propensos a ter problemas de saúde mental.

Como o estudo foi feito

Os cientistas usaram informações de uma pesquisa nacional contendo dados de quatro gerações de famílias americanas, incluindo estatísticas de adultos que foram abusados, negligenciados ou expostos a outros estressores familiares ou maus-tratos enquanto cresciam, além de informações sobre problemas de comportamento e diagnósticos médicos de seus filhos.

Com esses dados, eles conseguiram encontrar forte associação entre as histórias de adversidade dos pais e os problemas de saúde comportamental de seus filhos. Fatores como pobreza familiar e nível de escolaridade foram controlados para não afetar o resultado.

O próximo passo dos pesquisadores é analisar como os fatores de resiliência, como o apoio de mentores ou professores, poderiam compensar os danos causados pelos traumas da infância dos pais.

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