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Por que quem faz quimioterapia deve evitar tomar sol, como Ana Furtado?

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Diagnosticada com câncer de mama, Ana passou por cirurgia para retirar um tumor no dia 27 de maio Imagem: Divulgação

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

10/07/2018 15h55

De férias em Ibiza, a apresentadora da TV Globo Ana Furtado postou uma foto no Instagram em que aparece tomando sol com roupas de banho especiais e turbante.

Diagnosticada com câncer de mama em março deste ano, Ana está fazendo quimioterapia e disse que precisa redobrar os cuidados para proteger a pele dos raios solares.

"Aproveitando ao máximo meus 15 minutos de sol e mar. Estou usando touca para proteger o cabelo. Não posso molhar e lavar muito, então, vamos fazer moda em Ibiza! E o maiô com FPS 50 para me proteger do sol! Sol e quimio não combinam, mas não poderia deixar de aproveitar essa oportunidade estando nesse paraíso!", escreveu.

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Evitar a exposição ao sol é realmente uma medida eficaz para quem está tratando um câncer. Segundo Murilo Drummond, médico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o processo quimioterápico a pele fica envelhecida e alguns medicamentos provocam coceiras e descamação.

Por isso, a melhor opção é sempre usar o protetor solar e roupas especiais com FPS. "O sol em excesso é extremamente prejudicial em pacientes com câncer. Além de aumentar o ressecamento da pele, ele pode provocar manchas definitivas e infecções, provocadas por bactérias nas unhas, caso a pessoa se coce", explica.

Outra ação adotada pela apresentadora foi o uso de turbante para não molhar os cabelos. Segundo o especialista, nessa fase, os cabelos devem ser lavados de maneira suave e água morna, poucas vezes na semana. 

Câncer de mama é o mais comum em mulheres

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. 

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. A maioria dos casos, de acordo com o INCA, possui bom prognóstico.

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