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Sono ao volante: vibração do carro afeta concentração em apenas 15 minutos

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A vibração torna psicologicamente e fisiologicamente mais difícil realizar tarefas mentais Imagem: iStock

Do VivaBem

07/07/2018 11h34

Uma nova pesquisa descobriu que as vibrações naturais dos carros deixam as pessoas mais sonolentas, afetando os níveis de concentração e alerta apenas 15 minutos depois que os motoristas entram no veículo.

Segundo levantamento da Abramet (Associação Brasileira de Medicina e Tráfego), até 20% dos acidentes de trânsito está associado ao sono. Além dos cuidados com o descanso do corpo, a vibração natural do carro também tem um papel significativo nesse número. "Quando você está cansado, não é preciso muito para começar a cochilar, e descobrimos que as vibrações suaves feitas pelos assentos de carro enquanto você dirige podem acalmar seu cérebro e corpo”, diz Stephen Robinson, professor na RMIT University, em Melbourne, na Austrália, e principal autor do estudo.

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Para comprovarem o impacto da vibração do carro na sonolência, Robinson e Mohammad Fard, coautor do estudo, testaram 15 voluntários em um simulador virtual que replica a experiência de dirigir em uma monótona estrada de duas pistas. O simulador foi montado em uma plataforma que poderia ser vibrada em frequências diferentes. Os voluntários foram testados duas vezes: uma com vibrações em baixas frequências (4-7Hz) e outra sem vibração.

Ao observar a frequência cardíaca dos voluntários, os pesquisadores conseguiram obter uma medida objetiva de como estavam sonolentos à medida que o teste de 60 minutos progredia. No período de 15 minutos após o início do teste de vibração, os voluntários já mostravam sinais de sonolência. Em 30 minutos, a sonolência foi significativa, exigindo um esforço substancial para manter o estado de alerta e o desempenho cognitivo.

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Os voluntários foram testados em um simulador virtual que podia vibrar em diferentes frequências Imagem: RMIT University

De acordo com os pesquisadores, o cansaço induzido pela vibração torna psicologicamente e fisiologicamente mais difícil realizar tarefas mentais, de modo que o sistema nervoso do corpo se ativa para compensar, levando a mudanças no batimento cardíaco.

Por esse motivo, vibrações em frequências mais altas podem ter o efeito oposto e manter os motoristas acordados. "Para melhorar a segurança no trânsito, esperamos que os projetos futuros de bancos possam incorporar características que combatam a sonolência induzida pela vibração", diz Robinson.

Mohammad Fard afirma que novas pesquisas são necessárias para desenvolver as descobertas e examinar como as vibrações afetam pessoas em diferentes demografias. "Queremos estudar um número maior de pessoas, particularmente para investigar como a idade pode afetar a vulnerabilidade de alguém à sonolência induzida por vibração, bem como o impacto de problemas de saúde, como a apneia do sono.”

Segundo Fard, a ideia agora é examinar uma gama mais ampla de frequências, para informar os projetos de carros que poderiam potencialmente aproveitar essas vibrações.

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