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Esqueça a idade: sentir-se jovem pode ser a chave para um cérebro saudável

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Imagem: iStock

Do VivaBem

07/07/2018 10h35

A crescente preocupação com o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas relacionadas à idade também aumenta a busca por meios de manter o cérebro jovem e funcional. Segundo uma nova pesquisa, publicada no periódico Frontiers in Aging Neuroscience neste sábado (7), sentir-se mais jovem pode ser um bom caminho.

Jeanyung Chey, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, recrutou 68 pessoas saudáveis com idades entre 59 e 84 anos e realizou ressonâncias magnéticas do cérebro para analisar a quantidade de massa cinzenta em diferentes áreas. Os participantes também completaram um questionário sobre quantos anos elas tinham, se sentiam mais velhas ou mais jovens, suas habilidades cognitivas e percepção de saúde.

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As pessoas que disseram que se sentiam mais jovens do que a própria idade tinham maior probabilidade de obter uma pontuação melhor em um teste de memória. Além disso, elas pareciam se considerar mais saudáveis e tinham menor probabilidade de estar deprimidas.

Os exames de ressonância ainda mostraram que o grupo que se sentia mais jovem tinha aumentado o volume de massa cinzenta em áreas associadas à linguagem, fala e som.

"Descobrimos que as pessoas que se sentem mais jovens têm as características estruturais de um cérebro mais jovem", disse Chey em um comunicado. "É importante ressaltar que essa diferença permanece robusta mesmo quando outros fatores possíveis, incluindo personalidade, saúde subjetiva, sintomas depressivos ou funções cognitivas, são contabilizados."

Os pesquisadores não sabem explicar a relação entre percepção de idade e melhora cognitiva, mas existe a suspeita de que aqueles que se sentem mais velhos podem estar mais conscientes do processo de envelhecimento de seus cérebros. Outra explicação possível é que as pessoas que se sentem mais jovens se envolvem em mais atividades físicas e mentais e levam uma vida geralmente mais estimulante, que melhora a saúde do cérebro.

A dica de Chey é não deixar que o medo de envelhecer pare sua vida: "Se alguém se sente mais velho que a idade, pode ser um sinal para avaliar seu estilo de vida, hábitos e atividades que podem contribuir para o envelhecimento cerebral e tomar medidas para melhor cuidar de sua saúde cerebral.”

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