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Longevidade

Práticas e atitudes para uma vida longa e saudável

Quer celebrar seus 110 anos? Cientistas descobriram como chegar lá

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Taxas de mortalidade deixam de piorar com a idade. Imagem: iStock

Do VivaBem, de São Paulo

30/06/2018 11h20

Pesquisadores norte-americanos e italianos descobriram que qualquer um de nós pode virar um "supercentenário", ou seja, passar dos 100 anos de vida. As chances vão ser maiores, segundo eles, se sobrevivermos aos perigosos 90 anos, quando a possibilidade de morrer aumenta, e chegarmos sãos e salvos aos 105 anos, período em que as taxas de mortalidade finalmente se estabilizam.

Para chegar a esta conclusão, eles rastrearam as trajetórias de morte de cerca de quatro mil moradores da Itália que tinham 105 anos ou mais, entre 2009 e 2015. Descobriu-se que as chances de sobrevivência desses verdadeiros "guerreiros da longevidade" se estabilizaram quando passaram dos 105 anos de vida.

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As descobertas, publicadas na revista Science, desafiam pesquisas anteriores que afirmam que a vida humana tem um ponto final de corte. Até hoje, o mais velho humano registrado, Jeanne Calment, da França, morreu em 1997, aos 122 anos.

"Nossos dados nos dizem que não há um limite fixo para a expectativa de vida humana ainda à vista", disse o principal autor do estudo, Kenneth Wachter. "E não só percebemos que as taxas de mortalidade deixam de piorar com a idade, como também vemos essas pessoas um pouco melhores com o tempo".

Especificamente, os resultados mostram que os indivíduos entre 105 e 109 anos, conhecidos como semi supercentenários, tiveram uma chance de 50% de morrer dentro de um ano e uma esperança de vida adicional de 1,5 anos.

Já a trajetória dos nonagenários é menos tolerante. Outro estudo, por exemplo, descobriu que as mulheres italianas nascidas em 1904, que estavam com 90 anos na época, tinham 15% de chance de morrer no próximo ano e, uma média, de seis anos de vida. Se chegassem a 95, suas chances de morrer dentro de um ano aumentaram para 24%, e sua expectativa de vida caiu para 3,7 anos.

Como foi

Os pesquisadores acompanharam a taxa de mortalidade de 3.836 italianos --supercentenários e semi supercentenários-- nascidos entre 1896 e 1910, utilizando os dados mais recentes do Instituto Nacional Italiano de Estatística. Eles creditaram a instituição a tarefa de rastrear com segurança idades extremas devido a um sistema nacional de validação, que mede a idade no momento da morte.

Como a média dos seres humanos vivem em seus 80 e 90 anos, as taxas de mortalidade aumentam devido à fragilidade da saúde e um maior risco de desenvolver problemas, como doenças cardíacas, demência, Acidente Vascular Cerebral (AVC), câncer e pneumonia.

Demógrafos evolucionistas teorizam que aqueles que sobrevivem o fazem por causa da seleção demográfica e/ou seleção natural. Pessoas frágeis tendem a morrer mais cedo, enquanto pessoas robustas, ou aquelas que são geneticamente abençoadas, podem viver até idades extremas, dizem eles.

Wachter observa que padrões semelhantes de ciclo de vida foram encontrados em outras espécies, como moscas e vermes. "O que temos em comum com esses insetos?", questiona ele. "Uma coisa, pelo menos: somos todos produtos da evolução."

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