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Mulheres têm mais chance de desenvolver câncer no cérebro do que homens

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Mulheres têm diferentes fatores de risco genético para o desenvolvimento de tumor no cérebro Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

30/06/2018 10h49

O seu gênero pode influenciar no desenvolvimento de câncer no cérebro. Pelo menos é o que sugere um novo estudo publicado no periódico Scientific Reports, feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Case Westerm (EUA).

Durante o trabalho, a equipe descobriu que homens e mulheres têm diferentes fatores de risco genético para o desenvolvimento de glioma--tipo mais comum de tumor cerebral nos EUA. No Brasil, este tipo de câncer é o 8º no ranking dos mais comuns no país.

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O estudo envolveu cerca de 35 investigadores, que representavam mais de 30 universidades, institutos e agências governamentais em todo o mundo. "Análises estratificadas por sexo em trabalhos como este podem revelar novos insights sobre as diferenças sexuais conhecidas no glioma, além de fornecer associações de risco genético previamente desconhecidas", afirma Jill Barnholtz-Sloan, um dos autores da pesquisa.

Eles encontraram três regiões no genoma onde existiam diferenças genéticas significativas entre homens e mulheres, que também variavam por sexo e tipo de tumor.

Embora o processo de compreensão das fontes genéticas de diferenças baseadas no sexo em tumores cerebrais malignos ainda esteja no início, a análise recente poderia ajudar a definir um caminho para um teste genético que ajudasse os médicos a avaliar o risco de câncer no cérebro.

De acordo com os cientistas, se o aumento da exposição ao estrogênio eleva o risco de glioma, como alguns supõem, é possível que as variantes que aumentam a idade da menstruação (potencialmente diminuindo a exposição total ao estrogênio) possam aumentar o risco de glioma em mulheres.

"Esta região não havia sido previamente associada com gliomas, embora outros estudos similares identificaram associações nesta região para uma variedade de características, incluindo várias doenças autoimunes, bem como o aumento da idade na menarca”, conclui Jill Barnholtz-Sloan.

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