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Longevidade

Práticas e atitudes para uma vida longa e saudável

Exercício bom para o cérebro: manter-se ativo estimula a memória

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Treino de força e exercícios aeróbicos melhoram a função cognitiva de idosos e jovens Imagem: Getty Images

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em Gramado (RS)

21/06/2018 16h29

Quando pensamos em fatores de risco para a demência, a idade é o maior deles. Enquanto algumas habilidades cognitivas ficam estáveis ao longo da vida, como nosso conhecimento semântico, a memória e a capacidade de absorver informação são mais comprometidas. Apesar de o esquecimento ser um problema de difícil reversão, algumas tarefas podem ajudar no “rejuvenescimento” da memória, como a prática de exercícios físicos.

“Enquanto o estresse, a inflamação, a droga e o envelhecimento prejudicam o funcionamento dos neurônios, o exercício, o aprendizado e o enriquecimento ambiental são muito positivos”, disse Tânia Araújo Viel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Neurofarmacologia do Envelhecimento da Universidade de São Paulo, nesta quarta (20), durante o Brain Congress, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

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Para comprovar a relação entre a cognição e o estímulo físico, a especialista realizou um estudo com camundongos e mostrou que quanto antes estimular os neurônios, melhor. Os ratos jovens foram acompanhados durante a vida toda e animais velhinhos também foram testados. Metade dos bichos ficou em uma caixa sem estímulos físicos e cognitivos e a outra parte permaneceu em um local cheio de brinquedinhos.

Após os testes, Viel e sua equipe perceberam que os ratos que foram estimulados desde cedo realmente tiveram maior funcionalidade dos neurônios. Entretanto, os ratos mais velhos que foram estimulados ao fim da vida também melhoraram a memória. “Tanto o ambiente rico fisicamente quanto o cognitivo aumenta a neuroplasticidade. O ideal é aliar a cognição a um ambiente estimulante.”

Treino aeróbico e de força

De acordo com Camila Torriani, especialista em fisioterapia neurológica pela UNIFESP, o treinamento aeróbico melhora funções de velocidade de marcha e cognitivas em pacientes que sofreram AVC, por exemplo, mas esse tipo de exercício não é o único que traz benefícios. “Fazer caminhada e andar de bicicleta são ótimos, mas o treino de força também melhora esses aspectos”, disse.

Segundo a especialista, o mais importante é como esses indivíduos fazem os movimentos, ou seja, a qualidade faz diferença e esses treinos devem ser supervisionados. “Exercícios físicos devem ser prescritos, pois modificam o funcionamento do sistema nervoso central e exercem influência sobre a cognição desses pacientes. Os benefícios são vistos horas, dias, meses após a prática.”

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