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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta

Rita parou de comer açúcar, perdeu 39 kg e mudou o corpo após os 40 anos

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

Juliana Vaz

Colaboração para o VivaBem

14/06/2018 04h00

Após sofrer depressão, Rita Kroth, de 45 anos, engordou e chegou a quase 100 kg. O excesso de peso agravou o quadro de pré-diabetes que a jornalista tinha e até sua visão foi afetada. Veja o que ela fez para recuperar a boa forma

"Sou neta de diabéticos e meus pais têm problemas metabólicos. Por isso, mesmo magra, sempre fui resistente à insulina. Em 2009, devido a mudanças profissionais, comecei a sofrer depressão. Em poucos meses, perdi 8 kg e cheguei aos 46 kg. Porém, depois fui para o outro extremo e comecei a engordar sem parar.

Apelei para dietas restritivas, mas era difícil mantê-las por muito tempo, pois tenho verdadeira compulsão por doces --apesar de saber que deveria evitar esse tipo de alimento por conta do pré-diabetes.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Aos 38 anos, engravidei do meu primeiro filho. Tentei me controlar minimamente para não engordar ainda mais. Porém, aos três meses de gestação, minha mãe faleceu de morte súbita. O baque me derrubou: no oitavo mês estava com 96 kg e parei de me pesar. Apesar do ganho de peso, consegui controlar a glicemia com o uso de medicamentos e o acompanhamento do obstetra.

Após a gestação, mais uma vez investi em dietas malucas e tomei até shakes que substituem refeições. Consegui chegar aos 78 kg, mas era complicado me controlar. Comia chocolate escondida num cantinho da cozinha e até no banheiro. Pensava em tomar laxante ou vomitar, mas não tinha coragem, só ficava mesmo me sentindo culpada e tentando resistir à vontade da próxima vez que viesse. 

Chorava de decepção e raiva de mim mesma por ter falhado, por não conseguir ter um corpo magro

Quando engravidei do meu segundo bebê voltei a pesar quase 100 kg. Um dia, enquanto preparava o café da manhã, percebi que estava enxergando tudo embaçado. Fiz exames e o oftalmo disse que minha córnea tinha sido afetada devido a um pico de glicemia, mudando de espessura e formato.

O médico alertou que esse quadro poderia ser revertido após o parto. Porém, como meu organismo já não era tão jovem, isso talvez não acontecesse. Por sorte, o problema melhorou e hoje só preciso usar lentes para corrigir miopia e astigmatismo.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Busquei o emagrecimento mais uma vez após a gravidez. Visitei muitos nutricionistas, além dos especialistas para cuidar da questão metabólica, da esteatose hepática (gordura no fígado) e da fibromialgia que descobri nessa fase.

Perdi bastante peso após o parto e enxuguei uns bons quilos ao longo dos meses com dietas restritivas, como a Dukan. Mas  seguia infeliz com meu tamanho e os 85 cm de cintura que me impediam de realizar tarefas simples como varrer a casa e recolher o lixo! Era algo impossível porque não conseguia me abaixar.

Em outubro de 2016, meu pai, que vinha lutando há anos contra um câncer, morreu nos meus braços. A força dele me deu coragem para enfrentar a compulsão alimentar. Fiz um check-up e mergulhei no universo da alimentação, estudei como ela impactava o organismo e pode desencadear doenças. Li um vasto material sobre dieta low carb, cetogênica e jejum intermitente.

Visitei nutricionistas especializados, mas não via resultados significativos então e testar por conta própria o que me fazia sentir bem ou mal. Isso me fez ficar mais engajada em manter a disciplina e não escorregar nos excessos. Cortei açúcar e carboidratos refinados do cardápio e comecei a comer mais carne e alimentos naturais (verduras, legumes, raízes).

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Travei uma disputa comigo mesma e decidi que não iria desistir de lutar por uma versão melhor de mim. Em quatro meses, consegui emagrecer cerca de 20 kg. 

Sofri muito com a falta do açúcar nesse tempo. Tinha tremedeiras e até crise de ansiedade. A atividade física surgiu como uma forma de aliviar esse estresse. Comecei a gostar de treinar, pegava peso mesmo. Malhava cinco dias por semana, sem desculpa para faltar! Com treino e boa alimentação, consegui checar aos 60 kg e me manter nesse peso.

Entendi que exercícios são excelentes, mas é a alimentação regrada que faz a transformação real e sustentável do corpo

Hoje, mantenho a disciplina na dieta ao máximo, pois sei que não consigo ficar só no quadradinho de chocolate. Se comer o primeiro pedaço, quero devorar a barra toda! Mas meu cardápio não tem neuroses e tantas regras. Faço questão de comer arroz branco, por exemplo, pois me lembra minha mãe. Também procuro receitas saudáveis para driblar a vontade de doces.

Perdi o medo da gordura natural dos alimentos e me sinto muito mais disposta e feliz. Deixei para trás o período sombrio da depressão e me abri para coisas positivas. Ganhei músculos como resultado de me cuidar, de me reencontrar e entender o que meu corpo dizia. Tenho certeza que chegarei aos 50 anos muito melhor e mais forte do que fui aos 20.

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