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É verdade que o metabolismo fica mais lento depois dos 30 anos?

Ana Carolina Nunes

Colaboração para o VivaBem

13/06/2018 04h00

"Antes dos 30 anos, comia de tudo e não engordava. Agora, só de pensar em chocolate meu peso aumenta." Você já deve ter ouvido --ou até mesmo falado -- uma frase parecida com essa. E, apesar de parecer um tanto exagerada, ela faz algum sentido. 

Depois de certa idade, as dietas e os exercícios podem demorar um pouco mais para surtir efeito, e aquela comilança do fim de semana gerar um impacto maior em nosso corpo. Isso ocorre pois, com o passar dos anos, há uma redução do metabolismo basal (celular) --a quantidade de energia que o corpo gasta para realizar apenas funções essenciais à vida, como a circulação do sangue, a respiração e a funcionamento dos órgãos em geral. É um processo lento e gradual que não tem data marcada para acontecer, mas costuma ser notado após os 30 anos e ficar ainda mais acentuado ao redor dos 40 nos homens e dos 46 nas mulheres. 

Por que o metabolismo fica mais lento?

A "desaceleração" do metabolismo ocorre por alguns fatores combinados. Há um processo natural de alterações hormonais, entre elas a diminuição na produção de GH e testosterona. Com a queda no nível dessas substâncias, o corpo tende a perder massa muscular --processo conhecido como sarcopenia --. Os músculos estão totalmente ligados ao nosso consumo energético, pois o organismo gasta muita energia para mantê-los.

Após os 30 anos, a estimativa é que as pessoas percam de 3% a 8% de massa muscular por década de vida. Porém, tanto esse percentual quanto a redução do metabolismo podem variar conforme questões genéticas, rotina de atividade física, alimentação, Índice de Massa Corporal (IMC), sexo e outros fatores.   

Como evitar?

Para minimizar a redução do metabolismo, você deve praticar exercícios físicos regularmente. Invista em treinos de força (musculação, funcional, crossfit), que ajudam a aumentar a massa muscular, e em atividades aeróbicas intervaladas, pois elas mantêm o metabolismo acelerado durante e depois do treino. 

Fontes: Maria Edna de Melo, médica endocrinologista e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso); Gabriela Cilla, nutricionista clínica, funcional e gastróloga; Marcio Krakauer, endocrinologista e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP); Aline Thomaz Soares, médica geriatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; e Alan Tiago Scaglione, nutricionista especialista em Suplementação Nutricional Aplicada ao Exercício, da Estima Nutrição.

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