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Para a saúde, sentir-se solitário é considerado pior do que viver sozinho

Do VivaBem, em São Paulo

12/06/2018 15h31

A solidão é ruim para o coração e um forte preditor de morte prematura. Foi o que descobriu um estudo apresentado este mês no Euro Heart Care 2018, congresso anual de enfermagem da European Society of Cardiology. De acordo com os pesquisadores, sentir-se solitário é considerado pior do que viver sozinho, tanto em homens quanto em mulheres.

"Pesquisas anteriores mostraram que a solidão e o isolamento social estão ligados a doenças cardíacas e derrames, mas isso não foi investigado em pacientes com diferentes tipos de doenças cardiovasculares", ressaltou Anne Vinggaard Christensen, autora do estudo.

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A investigação quis saber se a falta de rede social estava associada a piores desfechos em 13.463 pacientes com cardiopatia isquêmica, arritmia (ritmo cardíaco anormal), insuficiência cardíaca ou valvopatia. Dados de registros nacionais foram ligados à pesquisa, que pediu a todos os pacientes que receberam alta de abril de 2013 a abril de 2014 de cinco centros cardíacos na Dinamarca respondessem um questionário sobre sua saúde física e mental, fatores de estilo de vida como tabagismo e apoio social.

O apoio social foi medido usando dados do registro sobre morar sozinho ou não, além de perguntar como: você tem alguém com quem conversar quando precisa? Você se sente sozinho às vezes, mesmo que queira estar com alguém? Christensen explicou que era importante coletar informações sobre os dois, já que as pessoas podem viver sozinhas, mas não se sentirem sozinhas, enquanto outras convivem, mas se sentem solitárias.

Risco de mortalidade dobrada

E o fato de sentir-se solitário foi associado a desfechos desfavoráveis --em todos os pacientes, independentemente do tipo de cardiopatia, e mesmo após o ajuste por idade, nível de escolaridade, outras doenças, índice de massa corporal, tabagismo e consumo de álcool.

A solidão foi associada a um risco de mortalidade dobrado. Homens e mulheres que se sentiam solitários tinham três vezes mais probabilidade de relatar sintomas de ansiedade e depressão, além de uma qualidade de vida significativamente menor.

Observou-se ainda que esses indivíduos podem ter piores resultados de saúde porque têm estilos de vida pouco saudáveis, são menos complacentes com o tratamento e são mais afetados por eventos estressantes. Assim, que tal fazer mudanças no seu meio e se rodear de pessoas queridas? Seu coração agradece!

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