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Brasil é o 1º país a aprovar terapias combinadas contra câncer de pulmão

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Câncer de pulmão Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

12/06/2018 20h57

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso combinado de pembrolizumabe --um tipo de imunoterapia antiPD-1-- e de quimioterapia para tratamento de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) em estágio avançado ou metastático.

Para ser o primeiro país a autorizar o uso combinado dos tratamentos, o Brasil utilizou como base os resultados do estudo Keynote-189, apresentado durante o American Association Cancer Research (AACR) e publicado simultaneamente no New England Journal of Medicine.

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Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, a estimativa é que 31.270 pessoas tenham a doença em 2018. Segundo as estimativas globais, apenas 1% dos pacientes com câncer de pulmão avançado estão vivos cinco anos após o diagnóstico.

O trabalho mostra que o uso de pembrolizumabe associado à quimioterapia (pemetrexede e cisplatina ou carboplatina), quando utilizado em primeira linha de tratamento, reduziu em 51% o risco de morte em pacientes com câncer de pulmão em comparação ao tratamento padrão somente com quimioterapia.

Os Estados Unidos começaram a fazer uso combinado de imunoterapia e quimioterapia no tratamento de câncer de pulmão com base nos resultados do estudo 21G (uma versão anterior do Keynote-189, que avaliou uma parcela menor da pacientes), de forma condicionada, ou seja, devido aos bons resultados do estudo, eles começaram a utilizar essa indicação, porém, ainda aguardam aprovação do FDA (Food and Drug Administration).

Vladmir Lima, oncologista do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), ressaltou em nota oficial que este é um novo paradigma de tratamento para pacientes com câncer de pulmão avançado, ressaltando que, com a aprovação da combinação, será possível oferecer o novo tratamento para um número muito maior de pacientes. "A combinação de terapia antiPD-1 à quimioterapia não aumentou de forma significativa a toxicidade do tratamento, um ponto muito positivo da estratégia”, explica.

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