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Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Regenerar neurônios pode evitar paralisia após lesão na medula espinhal

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Estudo feito em macacos relacionou tratamento com a melhora na sensibilidade e nos movimentos Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

10/06/2018 11h07

Lesões na medula espinhal são muito sensíveis e difíceis de tratar, e frequentemente levam à perda permanente da sensibilidade e de movimento. Porém, pesquisadores chineses podem ter criado um novo tratamento promissor para este quadro.

Em experimentos feitos com macacos, o estudo publicado no jornal científico Proceedings of National Academy of Sciences mostrou que é possível “consertar” com sucesso uma lesão aguda na medula e restaurar a função dos membros.

Mas como?

Os cientistas conseguiram este feito impressionante usando uma mistura de duas substâncias, a quitosana e a neurotrofina-3. A tal da quitosana foi usada como um suporte para transportar a neurotrofina-3, que estimula a criação de novos neurônios a partir de células-tronco, além de ajudar os neurônios já existentes a sobreviver.

O procedimento funciona da seguinte maneira: a equipe insere a quitosana com neutotrofina-3 em um espaço de apenas um centímetro criado na área da lesão da medula espinhal do macaco. A estrutura de quitosana funciona como um esqueleto no qual a neurotrofina-3 é liberada lentamente durante um período de cerca de 14 semanas. 

Os pesquisadores descobriram que essa ação estimula as células-tronco neurais a migrar para o local e formar novos neurônios, unindo a ruptura parcial na medula espinhal. Os resultados mostraram que o tratamento restaurou parte da sensibilidade e do movimento após a recuperação da cirurgia.

Para confirmar o feito impressionante, exames mais detalhados foram feitos e comprovaram que as duas substâncias realmente provocam a “regeneração neural robusta acompanhada de recuperação funcional motora e sensorial”.

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