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Poluição do ar na gravidez está deixando crianças com pressão alta

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A poluição do ar pode alterar a pressão arterial das crianças, o que tende a gerar problemas cardiovasculares no futuro Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

17/05/2018 12h57

Um novo estudo realizado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (EUA) descobriu que o ar poluído das grandes cidades causa prejuízos à saúde das crianças. A pesquisa revela que pequenos com idade entre 3 a 9 anos de idade, nascidos de mães que foram expostas à poluição durante o terceiro trimestre de gravidez, possuem uma probabilidade maior de ter pressão alta do que aqueles cujas mães viviam em regiões com ar mais limpo.

A investigação é uma das primeiras a mostrar que a inalação de material particulado fino (PM), conhecido por causar uma série de condições médicas severas --incluindo hipertensão -- em adultos, também causa prejuízos que passam de mãe para filho. Isso preocupa porque crianças com pressão arterial alterada têm maior probabilidade de sofrer hipertensão mais tarde, além de doenças cardiovasculares.

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Os pesquisadores usaram dados de 1.293 pares de mães e filhos americanos, que foram acompanhados desde o nascimento da criança. A exposição à PM fina foi determinada pela média da concentração diária de partículas registradas pela estação de monitoramento da qualidade do ar.

Também conhecido como PM2.5, esta categoria de poluentes inclui quaisquer gotículas de líquido e partículas sólidas de 2,5 micrômetros de diâmetro --cerca de um trigésimo da largura de um fio de cabelo humano -- ou menores. A maioria das partículas de PM2.5 é o resultado de interações químicas entre moléculas emitidas por motores de automóveis, incêndios e processos baseados em combustão em plantas industriais e locais de construção.

A inalação dessas substâncias é conhecida por causar sérios problemas de saúde em curto e longo prazo e tem sido diretamente ligada a milhões de mortes prematuras a cada ano. De acordo com as Diretrizes de Qualidade do Ar da OMS (Organização Mundial da Saúde), o limite seguro para a exposição ao PM2.5 não é superior a 10 µg /m3 por dia ao longo do ano e não mais que 25 µg / m3 durante um período de 24 horas.

Embora o mecanismo biológico permaneça misterioso, a equipe acredita que uma concentração de PM2,5 de 13 μg / m3 representa algum tipo de limiar de poluição --crianças cujas mães viviam em áreas com concentrações neste nível ou acima eram 80% mais propensas a ter a pressão arterial elevada.

Após o ajuste para outros fatores, os pesquisadores descobriram que cada incremento de 5 μg / m3 no ambiente PM2.5 está associado a um aumento de 47% no risco. O motivo desse efeito parecer ser baseado apenas na exposição no terceiro trimestre.

Os autores admitem que o estudo mostra apenas correlação e é limitado por depender apenas de uma leitura da pressão arterial de cada criança. Eles argumentam, no entanto, que a magnitude de suas descobertas exige muito mais pesquisas sobre o assunto.

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